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Atualizado em
10/03/2026

No futebol, ficar calado nunca foi uma opção. A torcida grita, cobra, vibra. Mas quando o assunto é violência contra a mulher, o silêncio ainda é comum. E isso precisa acabar.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que em dias de jogo o número de casos de violência contra mulheres aumenta cerca de 23,7%. A paixão pelo esporte, que deveria unir pessoas, muitas vezes acaba escondendo comportamentos abusivos dentro de casa.
A campanha Não Fique Calado, da Estácio, nasce exatamente para mudar esse cenário. Porque a educação é uma das ferramentas mais poderosas para prevenir, reconhecer e combater a violência. É hora de entender que, se o resultado do placar muda o clima na sua casa, o problema não é o futebol.
Assim como no futebol existe o VAR para revisar lances, na vida real também precisamos aprender a enxergar comportamentos que muitas vezes passam despercebidos. Muitas vezes, a agressão não é física, mas deixa marcas profundas. Alguns sinais de violência podem incluir:
• Gritar ou humilhar a parceira, especialmente em momentos de frustração, como após um jogo perdido; • Controlar o celular ou redes sociais; • Impedir que ela saia com amigas ou familiares; • Controlar dinheiro ou recursos financeiros; • Esconder documentos pessoais; • Fazer ameaças ou chantagens emocionais;
Essas atitudes podem configurar violência psicológica e patrimonial, crimes previstos na Lei Maria da Penha. Nada disso é demonstração de amor. É violência.
Combater a violência contra a mulher não é responsabilidade apenas da vítima. Toda a sociedade precisa agir. Se você presenciar ou suspeitar de uma situação de violência:
• Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher • Ligue 190 – Polícia Militar em casos de emergência • Busque orientação em serviços especializados
Outra forma de ajudar é se informar e compartilhar conhecimento, quebrando o ciclo de silêncio que muitas vezes protege o agressor.
A Estácio também oferece serviços gratuitos e abertos à comunidade, que podem fazer diferença na vida de quem enfrenta uma situação de violência: • NPJ – Núcleo de Prática Jurídica Oferece orientação jurídica gratuita, realizada por alunos de Direito com supervisão de advogados. Em 2025, foram mais de 80 mil atendimentos, entre mutirões jurídicos e consultas individuais. • SEP – Serviço Escola de Psicologia Disponibiliza atendimento psicológico clínico, conduzido por alunos de Psicologia com acompanhamento profissional. Em 2025, foram mais de 60 mil consultas individuais. Esses serviços ajudam vítimas a entender seus direitos, buscar apoio emocional e encontrar caminhos para sair de situações de violência. Localize a unidade da Estácio mais próxima para atendimento: https://naofiquecalado.com.br/.
No futebol, a torcida levanta a voz quando algo está errado. Na vida real, não pode ser diferente. Reconhecer sinais de abuso, denunciar e apoiar quem precisa são atitudes que podem salvar vidas. Se você viu, ouviu ou desconfia: não fique calado. Reconheça. Responsabilize-se. Mude o jogo.
Acesse naofiquecalado.com.br e saiba como identificar sinais de violência, encontrar materiais educativos e descobrir como agir.