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Em 1967,
Regina Vater representa o Brasil na Biennale des Jeunes, em Paris. Nos anos 60/70,
em Ipanema, vive e participa do centro da vida cultural brasileira.
Sua obra, pioneiramente, abordou assuntos relacionados à ecologia
já no início dos anos 70. Mas, poesia e cosmologias brasileiras
são também sempre fortes fontes de inspiração de seu
trabalho. Sua obra abrange instalações (mais de 150, realizadas
desde 1970) e inclui trabalhos utilizando a fotografia como linguagem, desenhos
sobre foto que datam de 1973, vídeo (desde 1974) e poesia visual.
Em 1973, ganha o prêmio de viagem ao exterior
do Salão Nacional, vai a Nova York e à Europa. Além das artes
plásticas, Regina desenvolveu também um importante trabalho em artes
gráficas. Em 1973, fez a capa de "Calabar", obra de Chico Buarque
censurada durante a ditadura; trabalhou nas agências DPZ e MPM, além
de realizar trabalhos para o antigo Correio da Manhã, com Reynaldo
Jardim. Por ocasião da Bienal de Veneza de 1976, quando representava
o Brasil, reencontrou-se com e entrevistou Joseph Beuys, um dos artistas que mais
a inspiraram em seu trabalho e em seu método de ensino. Outras
entrevistas que muito a influenciaram foram aquelas feitas com John Cage, em 1976
e 1981. Cage e Regina tornaram-se grandes amigos até a morte de Cage em
1992. Desde 1964, expõe constantemente em importantes museus
e galerias no mundo todo. Entre os inúmeros prêmios recebidos, ganha,
em 1980, uma Guggenheim, transferindo-se para Nova York, onde vive e expõe
intensamente de 1980 a 1985. Não só exibe seu trabalho, mas ajuda
a promover a arte de outros artistas latino-americanos através das exposições
que organiza. Em 1979, cura a primeira mostra de arte da vanguarda brasileira
em Nova York. Em 1982, edita um número da FLUE para o famoso Franklin Furnance
Archives, em Nova York, na primeira edição de revista de arte dos
EUA dedicada à arte experimental latino-americana. Desde 1985, vive em
Austin (Texas) com seu marido o renomado artista e professor americano Bill Lundberg.
Em 2002, recebe a Ordem do Rio Branco pela promoção de nossa cultura
no exterior.

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