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Já
foi dito que "nada pode parar o fluxo de imagens, palavras,
sons e idéias" contidos numa obra de Arthur Omar.
Fluxo torrencial e veloz que é também sua marca
pessoal. Arthur Omar é um artista brasileiro múltiplo
e com presença de destaque em várias áreas
da produção artística. Trabalha com cinema,
vídeo, fotografia, instalações, música,
poesia, desenho, além de ensaios e reflexões
teóricas sobre arte, que acompanham suas obras como
parte integrante.
Temas
como o êxtase estético, a violência sensorial
e social, as metáforas visuais e a busca de uma nova
iconografia para a representação de elementos
da cultura brasileira marcam toda sua obra, que passa pelo
documentário experimental, a vídeo-arte, a moda,
o filme de ficção, a web-arte, a fotografia
e as vídeo-instalações.
Foi destaque na Bienal de São Paulo de 2002 com a série
"Viagem ao Afeganistão", conjunto de 30 fotografias
em grandes dimensões compondo paisagens paradoxais,
com imagens realizadas na zona de catástofre, entre
Cabul e Bamyan e apresentadas no módulo Cidades Utópicas.
A experiência do artista na zona de guerra é
o tema do seu próximo livro de fotografias.
Apresentou
na Bienal de 97, em São Paulo, a instalação
fotográfica "A Grande Muralha", painel com
99 fotografias de grande formato e medindo ao todo 40 metros
de comprimento. Um estudo do rosto e do êxtase fotográfico
como dimensão transcendental em que trabalhou com imagens
do êxtase e do carnaval, parte da série "Antropologia
da Face Gloriosa".
Em
1999, teve uma retrospectiva completa de sua obra, 33 filmes
e vídeos, no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa-NY)
e em 2001 no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro
e de São Paulo. Seu longa-metragem "Triste Trópico"
(1974) é reconhecido por diversos críticos como
um dos filmes mais importantes do cinema brasileiro e seus
curtas experimentais (Vocês, O Som, Ressurreição,
O Inspetor) fazem parte de antologias.
Em
2001, foi premiado pela Associação Paulista
de Críticos de Arte por duas exposições
individuais: "O Esplendor dos Contrários"
(Centro Cultural Banco do Brasil - SP), uma série de
fotografias de paisagens amazônicas em que reinventa
o espaço e a luz, além de trabalhar com efeitos
em 3D. E também pela exposição "Frações
da Luz" (Galeria Nara Roesler), série de caixas
de luz em que explora a serialidade e a luminosidade "interna"
de imagens vindas de diferentes suportes.
Sua
produção contemporânea em vídeo
traz uma linguagem extremamente sofisticada, com a criação
de metáforas visuais e relações inusidadas
entre imagens e sons ("Atos do Diamante", "Pânico
Sutil", "A Lógica do Êxtase" e
o longa-metragem em vídeo "Sonhos e Histórias
de Fantasmas"), com desdobramentos no campo das vídeos-instalações,
suporte para o qual desenvolveu uma linguagem própria
de forte impacto sensorial e marcada pela imersão do
espectador (Inferno, Fluxos).
Publicou
recentemente os livros de fotografias "Antropologia da
Face Gloriosa", "O Zen e a Arte Gloriosa da Fotografia",
"Azzuro Amazonia" e "O Esplendor dos Contrários".
"A Lógica do Êxtase" é o livro
de referência sobre sua obra em filme e vídeo.
Seus trabalhos são apresentados em festivais internacionais
de Cinema e Vídeo e em mostras de Arte dentro e fora
do Brasil.

Título:
Antropologia da Face Gloriosa
Ano:
Técnica:
Título:
Retire O Centro E Terás Um Universo
Ano:
Técnica:
Título:
Contemplar é Um Ato Violento
Ano:
Técnica:
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