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Antonio Dias
1944
Nasce em Campina Grande, Paraíba.
Aos
15 anos, começa a trabalhar como desenhista de arquitetura
e gráfico. Estuda sob orientação de Oswaldo
Goeldi, no Ateliê Livre de Gravura da Escola Nacional
de Belas Artes.
1963
Recebe o prêmio do 20º Salão
Paranaense de Artes Plásticas.
1964
A sua segunda exposição individual
na Galeria Relevo, no Rio de Janeiro é apresentada
por Pierre Restany.
1965
Primeira exposição individual
na Europa, na Galerie Houston-Brown, em Paris. É vencedor
do prêmio da exposição Jovem Desenho Brasileiro,
do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São
Paulo, assim como do prêmio de pintura da Bienal de
Paris. Recebe bolsa do governo francês. Reside
até 1968 em Paris, depois transfere-se para Milão,
onde mantém ateliê até hoje. Trabalhos
adquiridos para a coleção do Museum of Modern
Art, Nova York.
1971
Participa da 6th International Exhibition
do Guggenheim Museum, Nova York. Edita um disco
(Record: The Space Between) e inicia uma série
de filmes em Super-8 intitulada The Illustration of Art.
1972
Uma bolsa da Simon Guggenheim Foundation
lhe possibilita residir e trabalhar durante um ano em Nova
York. Recebe o prêmio da International Exhibition
of Original Drawing em Rijeka, na Croácia (antiga
Iugoslávia).
1977
Viagens para a Índia e o Nepal. Em
Barabishe-Tatopani, um campo de trabalho nas imediações
da fronteira entre o Tibet e o Nepal, estuda as técnicas
de produção artesanal de papel com as tribos
Sherpa, Tamang e Newari. Com tapeceiros tibetanos, aprende
as técnicas de coloração vegetal. Em
Kathmandu, publica Trama, álbum com dez xilogravuras
feitas em 1968, numa edição de 50 exemplares.
1978
Retorna ao Brasil. Cria o Núcleo
de Arte Contemporânea, na Universidade Federal da Paraíba,
cuja proposta é a difusão da arte contemporânea
nacional e internacional naquele Estado.
1980
Retorna a Milão.
1983
É lançada uma publicação
a respeito de seus trabalhos em papel, com texto de Catherine
Millet, assim como uma monografia sobre pintura e trabalhos
em papel, com textos de Sandro Sproccati e Helmut Friedel.
1984
Em Munique, extensa individual de seus trabalhos
na Stadtische Galerie im Lenbachhaus. É convidado
pelo Museum of Modern Art, de Nova York, a participar
da mostra An International Survey of Recent Painting and
Sculpture, com a qual o museu celebra a sua reabertura.
1985
Individual no Taipei Fine Arts Museum
em Taiwan. Participação na retrospectiva A
Generation in Italian Art, apresentada em diversos museus
da Finlândia.
1986
Participa da Prospect 86, na Kunstverein
de Frankfurt.
1988
Reside em Berlim durante um ano como bolsista
do DAAD (Serviço de Intercâmbio Acadêmico
da Alemanha). Nesse período, a Staatliche Kunsthalle
desta cidade promove uma exposição retrospectiva
dos seus trabalhos em papel dos últimos dez anos.
1989
Muda-se para Colônia, onde reside
até hoje, com eventuais estadas em Milão.
1990
Participa da mostra Gegenwart/Ewigkeit,
no Martin-Gropius-Bau, em Berlim.
1992
É convidado a participar da Biderwelt
Brasilien na Kunsthaus, de Zurique, e da Latin American
Artists in the Twentieth Century, no Museum Ludwig
em Colônia e no Museum of Modern Art, Nova York.
É professor da Sommerakademie fur bildenden Kunst,
em Salzburg.
1993
Dá aulas na Staatliche Akademie
der bildenden Kunste, em Karlsruhe.
1994
Uma mostra de trabalhos realizados entre
1968 e 1994 é apresentada no Institut Mathildenhohe,
Darmstadt. Participa da Bienal de São Paulo.
1996
New Acquisitions, Museum Ludwig,
Colônia.
1997
Participa de Magie der Zahl in der Kunst
des 20. Jahrhunderts, Staatsgalerie, Stuttgart
e de Re-Aligning Vision: Alternative Currents in South
American Drawing, no Museo del Barrio, Nova York.
1998
Participa da Bienal de São Paulo
e das seguintes exposições coletivas, no Rio
de Janeiro: Coleção Costantini no Museu de Arte
Moderna e Poéticas da Cor, no Centro Cultural Light.
1999
A mostra Antologia 1965-1999, com
curadoria de Jorge Molder e Paulo Herkenhoff é apresentada
na Fundação Calouste Gulbenkian, de Lisboa,
acompanhada de um livro com textos dos dois curadores, publicado
no Brasil pela Editora Cosac & Naify. Um volume da coleção
Palavra do Artista, do Centro de Arte Hélio
Oiticica, é publicado com uma entrevista realizada
por Lúcia Carneiro e Ileana Padilla. Participa de Global
Conceptualism: Points of Origin, 1950s-1980s, Queens Museum
of Art, Nova York e Walker Art Center, Mineápolis.
2000
Esta exposição segue para
o MIT List Visual Arts Center, Massachusetts e para
o Miami Art Museum, Flórida. Com a curadoria
de Luiz Camillo Osório, o Museu de Arte Contemporânea
de Niterói apresenta uma seleção de obras
dos anos 70 que fazem parte da Coleção João
Sattamini. Na ocasião, é publicada uma pequena
brochura com textos de João Sattamini, Luiz Camillo
Osório, Paulo Sergio Duarte e Tommaso Trini. Participa
de Heterotopías: Medio Siglo Sin Lugar, 1918-1968,
exposição com curadoria de Mari Carmen Ramirez
e Héctor Olea para o Museu Nacional Centro de Arte
Reina Sofia, Madri. O Museu de Arte Moderna de Salvador inaugura
a exposição Antonio Dias: O País Inventado,
uma seleção de trabalhos dos últimos
30 anos, que segue em itinerância para a Casa Andrade
Muricy, em Curitiba.
2001
Esta exposição é também
apresentada no Museu de Arte Moderna de São Paulo,
no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no Museu Vale
do Rio Doce de Vila Velha, no Espaço Cultural Contemporâneo
Venâncio de Brasília e no Museu de Arte Contemporânea
de Fortaleza. Com roteiro e direção de Leila
Hipólito, é realizado o documentário
Antonio Dias: O País Inventado (54 min.), com
depoimentos do galerista Jean Boghici e dos críticos
Achile Bonito Oliva, Catherine Millet, Nelson Aguilar, Paulo
Herkenhoff, Paulo Sergio Duarte, Pierre Restany e Sônia
Salzstein, entre outros.
2002
A itinerância da exposição
Antonio Dias: O País Inventado é concluída
com uma apresentação no Museu de Arte Moderna
Aloísio Magalhães, em Recife. Participa da Galeria
Especial da Universidarte X, na Universidade Estácio
de Sá, Rio de Janeiro.



Título:
Autonomias
Ano:
2001
Material: ouro,
cobre s/tela (0,90 X 0,75cm)
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