Universidade Estácio de Sá Entre no Campus Virtual

EDIÇÃO 9 30 de abril de 2004

Editorial
Entrevistas
Crônicas
Ficção
Fórum de Debates
Pós-Graduação
Coluna de Música
Coluna de Cinema
Coluna de Teatro
Coluna de TV
Coluna de Inglês
Coluna de Alemão
Coluna de Português
Colina de Francês
Coluna de Espanhol
Coluna de Italiano
Lançamentos
Resenhas
Sebos
Livrarias
Livros Recomendados
Humor
Eventos
Publicações em Jornais e Revistas
Cartas do Leitor
Artigos de ex-alunos
Coluna Social
Horóscopo
Classificados

voltar página principal números anteriores
 

HELOÍSA CALDAS

Heloísa Caldas é professora e psicanalista e auta na Pós-Graduação da Universidade Estácio de Sá. É ela que, nesta edição, nos brinda com as suas indicações de leitura.

Referências
Psicanalista. Membro da Escola Brasileira de Psicanálise - EBP e da Associação Mundial de Psicanálise - AMP.
Professora de graduação no curso de Letras, Fonoaudiologia e nos cursos de pós-graduação de Lingüística e Língua Portuguesa e Psicopedagogia da Uinversidade Estácio de Sá
Mestre em Lingüística (UFRJ). Doutora em Psicologia (UFRJ). Publicou tese intitulada O objeto voz na escrita, articulando literatura e psicanálise

1. Qual o livro que mais a impressionou e por quê?

Vários livros me impressionaram e tiveram fortes efeitos sobre mim. Comento alguns: li Um copo de cólera, de Raduam Nassar, num fôlego só e, quando cheguei ao final, senti-me exaurida como se tivesse sido na minha vida que se passara toda a narrativa. Lembro também que conheci Clarice Lispector através de A maçã no escuro. Nessa primeira leitura, eu mal entendia o que Clarice escrevia, mas o escrito teve um efeito mágico sobre mim, quanto menos eu entendia mais eu lia. Como é que alguém podia escrever daquele jeito? Isso me fascinava. Outro escritor que teve esse efeito mágico sobre mim foi Salinger com seu conto chamado Um dia ideal para os peixes-banana.

2. Qual livro você não quer nem lembrar de haver lido?

Não me lembro!

3. Qual o livro que você lê, no momento?

O ensaio sobre a lucidez, de Saramago, que admiro pela forma poética com que trata questões tão pertinentes à contemporaneidade. Também estou lendo Mínimos, múltiplos, comuns, de João Gilberto Noll.

4. Indique um autor brasileiro (ou uma obra) imprescindível para estudantes de Letras.

Machado de Assis, o bruxo.

5. Haveria algum livro que você teria vontade e ainda não tenha podido ler?

Infelizmente não um, mas vários. A riqueza da literatura é tamanha e tão pouca nossa disponibilidade...

6. Quando você escolhe um livro para ler, o que leva em consideração?

Procuro não me deixar influenciar muito pelo nome do autor ou pelos comentários dos críticos, mas, como isso não é completamente possível, desenvolvi um método particular: se o autor e o livro são considerados, mas acho o livro chato nas dez primeiras páginas, penso que devo perseverar e ler pelo menos umas cinqüenta. Se, depois disso, ainda não me envolvi com o texto, deixo pra lá. Quando o nome do autor não me diz nada, eu folheio mesmo assim, pelo título, algo da capa, sei lá. Já fui surpreendida por textos que me enredaram de imediato.