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EDIÇÃO 7 20 de fevereiro de 2004
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O RIO DE JANEIRO GANHA MAIS UM ESPAÇO PARA O TEATRO

Profª Gilda Korff Dieguez
Organizadora do jornal Rede de Letras

Da redação

Foi inaugurado, no último dia 16 de janeiro, um novo espaço nesta cidade que tem, por vocação, a cultura. Trata-se do "Porto dos Palcos" – um nome sugestivo, pelo aproveitamento que é. Na verdade, os antigos armazéns do cais do porto foram remodelados e transformados em um espaço que abrigará, durante três meses, um festival de peças de todos os gêneros.

A iniciativa é da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura e da Rede Municipal de Teatro. O resultado é uma polpuda verba que vai permitir ao carioca a possibilidade de escolher, até o dia 28 de março, aquelas que mais o agradam, entre as 52 peças a se apresentarem (39 das quais para adultos e 13 peças infantis).

Cada peça será encenada quatro vezes, entre os quatro tipos de palco que foram montados: o Italiano Grande (comportando 400 lugares), o Italiano Pequeno (com 200 lugares), a Arena Grande (com 160 lugares) e, por fim, a Arena Pequena, (com 60 lugares). O detalhe curioso é a decoração: todos eles são réplicas de navios, como a sugerir a "viagem" pelo reino da ficção, proposta pelo teatro. Além disso, em torno dos teatros a Zona do Cais do Porto abrigará bares, sorveterias, livrarias e até um bazar com material sobre teatro. Enfim, a proposta parece ser a de se transformar uma área abandonada em um novo "point" da cidade.

A programação é marcada pela diversidade, indo desde projetos experimentais até as comédias de gosto popular. Algumas peças que estarão em cartaz são: Geraldo Pereira, um escurinho brasileiro, com Daniel Hertz dirigindo; Medéia, com Bia Lessa, trazendo Renata Sorrah como protagonista ; Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues; Ricardo III, com direção de Antonio Pedro; Orlando Silva, o cantor das multidões, tendo à frente o diretor Antonio De Bonis; Aurora da minha vida, de Naum Alves de Souza; Preguiça, capitaneada por Ana Kfouri e sua Companhia de Teatro Movimento; Havana Café, pela Companhia Ensaio Aberto, de Luiz Fernando Lobo; além de (Eu)caio, baseada nos textos de Caio Fernando Abreu. Ainda se apresentarão Dar não dói, o que dói é resistir e O mambembe, do diretor Amir Haddad; No buraco; Amor, instrumento de tortura, do diretor Demétrio Nicolau; Histórias da mãe África (peça infantil), da atriz e produtora Priscila Camargo; Executivos, do Grupo Tapa; Verdes, da Companhia Ridícula de Teatro; Tizé e o Pavão Misterioso e Malasartes, como peças infantis. E não esgotamos aqui a oferta, pois há muito mais.

O projeto se desenvolve, também pela cidade. A idéia é levar as peças, até o mês de outubro, às seis lonas culturais do Rio de Janeiro, com entrada franca.

Atenção: o melhor de tudo isso é o preço: R$ 5,00 e estudantes têm o direito a pagar meia-entrada. Mas gostaríamos de lembrar ao nosso leitor que, se ele gosta de teatro, oportunidades é que não faltam: a cada último domingo do mês, o "Projeto Domingo" oferece uma peça ao preço de R$ 1,00 em todos os teatros e lonas culturais da cidade, da Rede Municipal de Teatros. O objetivo é o de formar novas platéias, permitindo que um maior número de pessoas, que se afastam do teatro pelos preços altos cobrados nos ingressos, possam ter a oportunidade de freqüentá-lo. Poucos sabem disso.

Caso o nosso leitor queira mais informações sobre o projeto, indicamos o endereço onde encontrar: www.rio.rj.gov.br/rioarte/

E boa diversão!


Renata Sorrah será Medeia

Tuca Andrada representará Orlardo Silva