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EDIÇÃO 7 20 de fevereiro de 2004
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SEXO, AMOR E TRAIÇÃO

Francisco Malta
Ator e aluno do 6º período de Letras
Campus Rebouças

Adaptação do mexicano Sexo, pudor y lagrimas, o filme conta a história de dois casais em crise conjugal e de dois forasteiros, antigos amigos dos dois pares, que voltam ao Rio. O filme marca a estréia do consagrado diretor de TV Jorge Fernando no cinema.

Se Fábio Assunção e Malu Mader vivem inimigos em Celebridades, trama de Gilberto Braga, nas telas do cinema a história é outra: eles estão juntos em Sexo, amor e traição.

Fábio interpreta um mulherengo "durango", que não tem o menor problema em levar para a cama as mulheres de seus amigos: Andréa (Alessandra Negrini) e Ana (Malu). Aliás, no filme, Malu não é rica nem famosa. É fotógrafa – e louca para ter uma noite de sexo. E o marido (Benício) é o de menos...

Sendo fórmula vista e repetida à exaustão, em filmes e novelas, não se deve esperar originalidade. O enredo gira em torno de dois casais, cujos relacionamentos, já vacilantes, são abalados. Dois personagens entram só como decoração – Nestor (Marcello Antony), um cirurgião plástico gay e afetado, e Yara (Betty Faria), como a mãe controladora de Carlos.

Sexo, amor e traição é uma produção da Total Filmes, empresa do Rio que vem desenvolvendo um projeto industrial para o cinema brasileiro.

O negócio de Walkiria Barbosa, Iafa Britz e seus associados na Total não é arte, mas diversão. No quesito arte, os cinco sócios – Wilma Lustosa, Marcos Didonet e Marc Bechar são os outros – preferem concentrar seus esforços na co-realização do Festival de Cinema do Rio. Nos filmes que produzem, querem faturar, mas o fazem investindo em produções tecnicamente bem acabadas e que ostentam inegável sofisticação visual.

Podem falar mal de tudo, menos do elenco.

Jorge Fernando foi muito feliz em sua escolha e a diversão é garantida.

FOTOS DO FILME