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EDIÇÃO 2 5 de setembro de 2003
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Kultur Literatur - Die Doppelmomarchie - Österreich - Ungarn
Cultura literária - A dupla monarquia austro-húngara

A língua alemã não pode ser vista apenas através do território alemão. Ela abarca as manifestações culturais de três povos: o alemão, o austríaco e o suíço. No que diz respeito ao império austro-húngaro, a Áustria dominou, no passado, territórios em que se falavam cinco idiomas, e esses territórios se tornavam possessões austríacas, onde predominava (ou se procurava preservar) a literatura e a língua alemã.


Elizabeth und Franz Joseph bei der Krönung in Budapest
Elizabeth e Franz Joseph na coroação em Budapeste-1867 a 1916

A pintura registra o imperador austríaco e Rei Joseph, na Hungria, enquanto a Áustria e a Hungria formavam a dupla monarquia. Eles chamavam a isso K.u.K (Kaiser und König), isto é, o imperador austríaco era, ao mesmo tempo, rei do império austro-húngaro.

895 - Landnahme - Unter der Führung von Árpád wird das Karpatenbecken von den aus dem Osten herankommenden ungarischen Stämmen erobert.

1000 - Stefan der Erste (der Heilige) wird zum König gekrönt. Unter seiner Herrschaft erfolgt die Annahme des Christentums und der Ausbau der ungarischen Staatsorganisation.

Die ersten wichtigen Spuren der geschriebenen ungarischen Sprache sind: Das erste zusammenhängende Textdenkmal Halotti beszéd és könyörgés (zwischen 1192 und 1195) und das erste ungarische Gedicht Ómagyar Máriasiralom (um 1300). Beide wurden nach kirchlichen, lateinischen Textmustern geschrieben – ähnlich, wie viele Schriften der Kodexliteratur. Janus Pannonius – Hofdichter des Königs Matthias, der die humanistischen Werte nach Ungarn einführte – schrieb in Latein.

Im 16. Jahrhundert sind die typischen Genres dieses Zeitalters auch bei uns heimisch geworden: Gáspár Heltai schrieb seine lehrreichen Märchen ("Fabula")bereits in ungarischer Sprache, auch wurde die Bibel ins Ungarische übersetzt, wobei jedoch auch volkstümliche Schriften in großer Zahl entstanden. Der berühmteste Autor von gesungenen, in Versen geschriebenen Geschichten und gereimten Chroniken war Sebestyén Tinódi Lantos, der alle wichtigsten Schlachten mit den Türken besungen hat. Einer der größten Dichter dieses Jahrhunderts - und überhaupt der ungarischen Literatur - war Bálint Balassi. Das Leben des heldenhaften Soldaten und die Liebe - dies waren seine Hauptthemen. Mit ihm - und unter anderem auch mit der nach ihm benannten Versform - wurde die ungarische Dichtkunst erwachsen.

Der Anschluss der ungarischen Literatur an das europäische Vorbild hat bis zum 17. Jahrhundert, b-is zum Zeitalter des Barock gedauert. Kirchliche Schriftzeugnisse, Volksdichtungen, die in einem besonderen, originellen Stil geschriebenen Gedichte des Bálint Balassi und das erste ungarische Epos (Szigeti veszedelem) sind Zeugen dieses Prozesses. Ab Ende des 18. Jahrhunderts musste man aber die ungarische Sprache neu entdecken. Die großen Dichter des 19. Jahrhunderts - wie Sándor Petofi und János Arany - schufen eine neue romantische Nationaldichtkunst.

Die Romantik gab uns in Kürze zwei weltberühmte Dichter: Sándor Petofi und János Arany. Petofi starb sehr früh, aber er schaffte es, die ungarische Volksdichtung zur Hochdichtung zu erheben. Seine patriotischen und revolutionären, in den Fußstapfen der Aufklrung die Freiheit der Welt verlangenden Gedichte machten ihn zum bekanntesten ungarischen Dichter aller Zeiten. Sein Lied der Nation wird an jedem Jahrestag der Revolution von 1848 auf den Treppen des Nationalmuseums vorgetragen - János Arany war ein enger Freund Petofis, und hat seine Laufbahn ebenfalls als volkstümlicher Dichter begonnen. Er ist Autor der epischen Gedichtstrilogie über Miklós Toldi, seine Übersetzungen der Shakespeare Werke konnten bis heute nicht übertroffen werden. Er war ein Akademiker mit einer umfassenden Allgemeinbildung. Er hat unter anderem das Genre der Balladen in Ungarn eingeführt.

895 - Apropriação da terra húngara: sob o comando de Arpád, a Bacia dos Cárpados é conquistada pelos recém-chegados povos húngaros do oriente.

1000 - Estevão, o primeiro (O Santo), é coroado à Rei. Sob sua dominação resulta na aceitação do Cristianismo e a ampliação da organização do Estado húngaro.

Os primeiros grandes vestígios da língua húngara escrita são: o primeiro texto coerente, para não se esquecer de Halotti Bészéd éd Könyórgés (entre 1192 e 1195), e o primeiro poema húngaro de Ómagyar Máriasiralom, por volta de 1300. Ambos foram escritos segundo o modelo de texto eclesiástico, latino – semelhante ao de muitas escritas, escrituras do código literário. Janus Pannonius, poeta da corte do rei Matthias que introduziu os valores humanísticos na Hungria, escrevia em latim.

No século 16, os típicos gêneros se tornaram nacionais: Gáspar Heltai escreveu seus contos, ricos de aprendizagens (Fábulas), já em língua húngara, não esquecendo também a Bíblia escrita em húngaro, no qual surgiram escritos popularescos em grande número. O autor, mais conhecido de histórias cantadas e escritas em forma de verso e crônicas rimadas, foi Sebestyén Tinódi Lantos, que cantou todas as matanças com os turcos. Um dos grandes poetas desse século, e sobretudo da literatura húngara, foi Bálinti Balassi. A vida heróica dos soldados e o amor foram os seus temas principais. Com ele, entre outras coisas, também a forma de verso só acrescentou a Arte à poética húngara.

A ligação da literatura húngara ao modelo europeu durou até o século 17, até a idade do Barroco. Documentações religiosas escritas, poemas populares – e de uma forma especial ou estilo original os poemas escritos por Bálint Balassi – e o primeiro épico húngaro (Szigeti veszedelem) são testemunhos desse processo. A partir do século 18, deveria se descobrir novamente a língua húngara. Os grandes poetas do século 19 – como Sándor Petofi e János Arany – trabalhavam uma nova arte poética romântica de caráter nacional.

Assim o Romantismo nos deu dois grandes poetas mundialmente conhecidos: Sándor Petofi e János Arany. Petofi morreu cedo demais. Mas ele conseguia elevar a poesia popular à condição de uma poesia mais sofisticada. Nas pegadas do Iluminismo, a liberdade do mundo gerou poemas e poesias que o fizeram reconhecido no mundo todo. Sua Canção da Nação é lembrada a cada rememoração da revolução de 1848, nas escadas do Museu Nacional. János Aranu foi um amigo íntimo de Petofis, que também começou sua caminhada como poeta popular. Ele é autor da trilogia épico-poética sobre Miklós Toldi; suas traduções dos trabalhos de Shakespeare até hoje não podem ser ultrapassadas. Ele era um acadêmico com uma extensa formação geral e introduziu, entre outras coisas, o gênero das baladas na Hungria. Considerado por muitos um herói nacional.


SÁNDOR PETOFI:
(1823-1849)

Sándor Petofi, poeta húngaro. Denunciou as contradições sociais do próprio país. Atacava os privilégios da nobreza e da monarquia (austro-húngara). Morreu em batalha e tornou-se um o símbolo da independência nacional. O povo já não suportava a dependência com a casa dos Habsburgos (Áustria). Mas as revoluções não tiveram muito sucesso. Só bem mais tarde, a Hungria conseguiu uma certa autonomia, com leis próprias, perante os Habsburgos.

HERR PÁL PATÓ

Wie in Zauberschlaf versunken,
döste mürrisch, nie recht froh,
vor sich hin in seinem Dorfe
unbeweibt Herr Pál Pató.
Fragte wer: "Aus welchem Grunde
hat der Herr noch nicht gefreit?"
fiel er gleich ins Wort dem Frager:
"Hochzeit machen? Hat noch Zeit!"

Längst schon stand sein Haus verfallen,
Putz war kaum noch an der Wand,
und mit einem Teil des Daches
war der Wind davongerannt.

Fragte wer: "Soll man's nicht decken,
eh es regnet oder schneit?"
fiel er gleich ins Wort dem Frager:
"Dach eindecken? Hat noch Zeit!"


Ganz verwahrlost lag der Garten,
Mohn und Unkraut trug das Feld.
Fragte wer: "Lasst ihr die Acker -
heuer alle unbestellt,
weil die Knechte lieber bummeln
und der Pflug die Arbeit scheut?"
fiel er gleich ins Wort dem Frager:
"Feld bestellen? Hat noch Zeit!"

Schon ganz mürb war seine Hose
und der Dolman abgewetzt,
keins von beiden hätte notfalls
nur ein Mückkennetz ersetzt.
Fragte wer: "Wo bleibt der Schneider?
Liegt nicht längst der Flaus bereit?"
fiel er gleich ins Wort dem Frager:
"Anzug machen? Hat noch Zeit!"

Und so fristet er sein Leben
ärmlich, immer ohne Geld,
er, der von den Vätern erbte
Haus und Hof und Vieh und Feld.
Lasst uns müssige Worte sparen,
denn bekannt ist weit und breit
längst die Losung der Magyaren:
"Keine Sorge, hat noch Zeit!"

O Senhor Pal Pato

Como que mergulhado num sono encantado
com cara de poucos amigos, mas nunca bem feliz e
voltado sempre para si, consternado, em sua cidadezinha,
vive o Senhor Pal Pato sem esposa.
Perguntavam, quem quer que seja: "Por que razão
o Senhor não pediu ainda ninguém em casamento?"
Logo ele interrompeu o interrogador:
"Casar-me? Tem tempo!"

Há muito tempo sua casa estava caída,
Nem sequer na parede havia sinal de limpeza,
e por uma parte do teto corria o vento casa à dentro.
Perguntavam, quem quer que seja: "Não se deveria cobrir o teto,
antes que chova ou caia neve?".
De novo – interrompeu ele o interrogador:
"Cobrir o teto? Ainda tem tempo!"

Bem descuidado estava o jardim
O campo estava com papoula e raízes.
De novo perguntava o interrogador:
Vocês todos deixam
o terreno assim fora de ordem, por que os serviçais
Preferem passear e o arado envergonha o trabalho?"
Então mais uma vez o interrogador foi interrompido –
O quê? dar ordem ao campo? "Ainda se tem tempo para isso!"

Já bastante envelhecida estava sua calça,
e o turbante turco desfiado. Nenhuma peça de roupa
poderia ser digna de ser substituída
em caso de necessidade por apenas um mosquiteiro.
Aí pergunta o interrogador novamente:
"Onde está o costureiro?
A frisa já não está há bastante tempo pronta?"
"O quê?" Interrompe ele de novo o interrogador:
Fazer um terno? Ainda há tempo para isso!"

E assim ele conseguiu viver sua vida
pobremente, sempre sem dinheiro
Ele, que herdara dos pais casa
e sítio, assim como o campo e gado, diz:
"Economizem as palavras desnecessárias,
pois é conhecido pela redondeza já há
muito tempo, a palavra-chave dos húngaros.
'Sem preocupação, ainda tem tempo!'"

Tradução e pesquisa: Carlos Bechtinger

Mensagens para a coluna:
r-bechtinger@ig.com.br