Universidade Estácio de Sá Entre no Campus Virtual

EDIÇÃO 2 5 de setembro de 2003
Editorial
Entrevistas
Crônicas
Ficção
Fórum de Debates
Pós-Graduação
Coluna de Música
Coluna de Cinema
Coluna de Teatro
Coluna de TV
Coluna de Inglês
Coluna de Alemão
Coluna de Português
Colina de Francês
Coluna de Espanhol
Lançamentos
Resenhas
Sebos
Livrarias
Livros Recomendados
Humor
Eventos
Publicações em Jornais e Revistas
Cartas do Leitor
Coluna Social
Horóscopo
Classificados
voltar página principal números anteriores
 
TEATRO

Depois de 25 anos de sua estréia, a Ópera do Malandro, musical de Chico Buarque, volta ao cenário carioca com nova montagem, em cartaz no Teatro Carlos Gomes. Com direção, cenários e figurinos de Charles Möeller, e direção musical de Cláudio Botelho, o espetáculo traz vinte atores em cena, um elenco que canta, dança e representa. Os intérpretes estão acompanhados ao vivo, por uma orquestra de 12 músicos.

A cenografia de Charles Möeller reconstruiu o espaço cênico do teatro centenário, reduto tradicional dos musicais e das revistas. Serão três palcos giratórios, montados num cenário de três andares. Os figurinos, cerca de 75, também assinados pelo diretor, foram confeccionados com estampas especialmente desenhadas.

Botelho e Möeller, que já dirigiram musicais de sucesso como Company e Cole Porter - Ele nunca disse que me amava, mantiveram todas as músicas da primeira montagem (dirigida por Luiz Antonio Martinez Corrêa e protagonizada por Marieta Severo, Otávio Augusto e Elba Ramalho) e acrescentaram as composições feitas especialmente para a adaptação de Ópera do malandro para o cinema (dirigida por Ruy Guerra, em 1985, e que tinha Edson Celulari e Claudia Ohana nos papéis principais).

Dois exemplos são Hino de Duran, que foi cortada da primeira montagem e está presente na peça, assim como sua reprise Hino da repressão, escrita para o filme e nunca usada nos palcos. Ela é cantada no momento em que o malandro Max Overseas (vivido agora por Alexandre Schumacher) é levado para a cadeia.

Apesar dessas novidades, a maioria das músicas é conhecida do público. Entre elas, estão Geni e o Zepellin, Folhetim, Teresinha, Pedaço de mim, O meu amor e Homenagem ao malandro. Mesmo aqueles que conhecem algumas músicas vão descobrir o contexto para as quais foram criadas. Meu amor, por exemplo, é uma discussão entre as rivais, Terezinha e Lúcia, que brigam pelo amor do malandro. As músicas vão voltar ao lugar delas – afirma Botelho. "Quem vê os ensaios diz que o mais surpreendente é o contexto de Tango do covil".

Montagem também será registrada em CD

De fora do repertório ficou apenas Se eu fosse teu patrão, porque a cena inteira da música acabou sendo cortada, para respeitar o tamanho da peça idealizada pelos diretores. Essa foi uma das poucas modificações do texto original, já que Botelho e Möeller não mudaram um diálogo sequer. O samba Doze anos, gravado por Moreira da Silva em dueto com Chico Buarque, para o primeiro disco Ópera do malandro, foi substituído por Desafio do malandro, porque ficaria um pouco deslocado na relação de idade entre Chaves (vivido por Claudio Tovar) e Max, nessa montagem.

Os conhecedores do trabalho de Chico Buarque notarão que toda a música incidental do espetáculo, são citações da Ópera dos Três Vinténs, de Kurt Weill, uma espécie de homenagem para a produção que inspirou o próprio Chico Buarque.

Como aconteceu com o musical, nos palcos e no cinema, essa montagem também será gravada em CD, pelo selo Biscoito Fino, sob a batuta de Vinícius França, produtor de outros discos de Chico Buarque. A gravação será feita como a dos musicais da Broadway: as músicas serão registradas no palco sem público. O CD deve chegar às lojas no final de setembro.

A Ópera do malandro reúne 20 atores e 12 músicos, regidos por André Góes e Liliane Secco (diretora da Academia da Fama, programa da Rede Globo), que também cuida dos arranjos das canções mais conhecidas como Folhetim e Pedaço de mim. No elenco, estão desde atores consagrados como Lucinha Lins e Mauro Mendonça a revelações como Alexandre Schumacher e Alessandra Maestrini.

ÓPERA DO MALANDRO
Musical de Chico Buarque

Direção, cenários e figurinos: Charles Möeller
Direção musical: Cláudio Botelho
Orquestrações: Liliane Secco – Regência: André Góes e Liliane Secco
Iluminação: Paulo César Medeiros
Coreografia: Renato Vieira
Produção: Axion

ELENCO:
Mauro Mendonça - Duran
Lucinha Lins - Vitória
Soraya Ravenle - Teresinha
Claudio Tovar - Tigrão
Sandro Christopher - Geni
Alessandra Maestrini - Lucia
e Alexandre Schumacher, como Max Overseas

Prostitutas
Ada Chaseliov (Dóris Pelanca), Ivana Domenico (Mimi Bibelô), Lilian Valeska (Jussara Pé de Anjo), Maria Carolina Ribeiro (Catarina Blue), Renata Celidônio (Dorinha Tubão), Sabrina Korgut (Fichinha), Sheila Mattos (Shirley Paquete)

Malandros
André Falcão (Big Ben), Claudio Lins (Barrabás), Giuliano Candiago (Kid), Mauro Gorini (Phillip Morris), Paulo Mello (Johnny Walker), Ronnie Marruda (General Electric)

Teatro Carlos Gomes
Praça Tiradentes s/nº - Tel: (21) 2232-8701
De quinta a sexta-feira, às 19:00h / Sábado, às 21:00h / Domingo, às 18:00h
Duração: 2h50, com intervalo
Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50 (estudantes)

Leia mais sobre a Ópera do Malandro