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EDIÇÃO 16 1º de agosto de 2005
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O PROCESSO EDUCACIONAL E AS NOVAS TECNOLOGIAS

Deise Goulart
Aluna do 6º período de Letras - Campus Campo Grande

A modernidade permitiu ao homem realizar em algumas décadas, descobertas e conquistas a muito idealizadas. O avanço das ciências permitiu à humanidade respostas para os questionamentos de várias gerações, bem como soluções práticas para uma vida cada vez mais dinâmica. Graças aos pesquisadores, comprovadamente podemos dizer que somos todos iguais, porque a genética já é capaz de descrever a "fórmula" dos seres humanos, ou seja, seu código genético. Podemos ainda ter acesso às notícias do outro lado do planeta simultaneamente como se lá estivéssemos, pois a tecnologia da informação é capaz de nos ligar a vários povos.

Logo, o mundo como conhecemos hoje garante que se façam simulações e cálculos para um futuro distante ou imediato. Entretanto, até que ponto essa enxurrada de informações, imagens e culturas, transmitida pelos vários meios de comunicação, podem auxiliar no processo de ensino-aprendizagem?

É necessário acompanhar todas essas mudanças de forma consciente e objetiva, buscando extrair o que há de mais significante e coloca-lo à disposição da didática.

Assim como a fala é a dinâmica dos pensamentos e não está mais só na tarefa de propagar as experiências humanas, sendo auxiliada pela escrita, o ensino tradicional deve acompanhar as necessidades de uma sociedade cada vez mais plural e inaugurar outras formas de conceber suas realidades, permitindo uma interação com os vários mecanismos de comunicação e assim dar novo espaço à escola.

O processo de formação dos saberes passa por transições e é cumulativo; vai desde as informações adquiridas no círculo familiar e social até a aquisição de conceitos do currículo escolar, ou seja, é possível que o aluno seja apresentado às novas experiências a partir de suas próprias vivências. É fato que o contexto sócio-cultural pode interferir também de maneira negativa nos projetos de sala de aula, a exemplo disso alunos que, em situação de extrema pobreza, vêem na escola a garantia de sua única refeição diária e nada mais, ou ainda aqueles, que vivenciando uma situação mais privilegiada de uma vida consumista, vêem o saber como algo que possa ser comprado.

O educador é, acima de tudo, um formador de opiniões, e deve estar atento a todos os mecanismos disponíveis adequando-os às realidades educacionais, buscando da mesma forma trocar conhecimentos com outros profissionais, não se fechando para as novidades, mas, encontrando alternativas para a renovação do cotidiano educacional. O professor de Língua Portuguesa, por exemplo, ao desenvolver atividades que busquem aprimorar a capacidade leitora dos alunos, alcançará resultados positivos também em outras áreas e outros conceitos essenciais serão também combustível para a formação de indivíduos capazes de perceber a si mesmos e ao mundo em que estão inseridos.

Endereço para correspondência:
dgoulart@bol.com.br