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EDIÇÃO 16 1º de agosto de 2005
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Olá Gilda!

Eu sou portuguesa, licenciada em Jornalismo e actualmente freqüento o 3º ano de Audiovisual numa faculdade em Lisboa, Portugal. Estava a fazer uma pesquisa na Internet e encontrei uma entrevista com Flávio R. Tambellini, de 19 de dezembro de 2003. Sei que é muito antiga, mas gostaria de lhe pedir que fizesse chegar este e-mail até ele. Gostaria de ir estudar Realização (Direção) para o Brasil, mas não sei qual a melhor escola ou a possibiliadde de estagiar. Já tenho alguma experiência e estou a realizar a minha 1ª curta-metragem por iniciativa própria. Será que é possível fazer chegar este e-mail ao Flávio?
Muito obrigada!
Lina Galrito
lgalrito@yahoo.com.br

OI GILDA,

QUERIA SABER SE VC PODE ME AJUDAR.TENHO QUE FAZER UM FICHAMENTO, RESUMO SOBRE "O PRÍNCIPE" E ESTOU MEIO PERDIDO. TRABALHO PARA A FACULDADE BENNETT, CIÊNCIA POLÍTICA. PARA O DIA 26.04.05. SE PUDER AGRADEÇO.
OLYMPIO JUNIOR
jrdandan@hotmail.com

Para a coluna de alemão: Carlos Bechtinges

Amizade
Na vida não importa conhecer alguém .Com um como vai – Eu vou bem. Não, porque isso é fácil e não é inteiramente difícil. Depende, antes de tudo, de dar uma chance a um conhecimento, encontrar valores e semelhanças e deixá-los amadurecerem para uma amizade

Freundschaft

Im Leben kommt es nicht darauf an jemanden kennen zu lernen. Auf ein wie geht's - mir geht's gut. Nein, weil das einfach und gar nicht schwer ist. Es kommt eher darauf an, einer Bekanntschaft eine Chance geben, Werte und Ähnlichkeiten zu finden und die zu einer Freundschaft reifen zu lassen
Agnes Keresztenyi

Gilda, não sei se pode me ajudar, mas mesmo assim peguei o seu e-mail na Internet, pois tenho o grande interesse em abrir um sebo, e não sei por onde começar. Será que saberia indicar contato em como começar ou algo assim?
Obrigada
Josiane Ribeiro
josiribeiro@hotmail.com

Caro Sergio,

como vai, tudo bem?
Meu nome é Giselle Andrade, aluna do quinto período de Letras da Estácio e, como vc, também colaboro para o Rede de Letras. Li seu artigo sobre o bloguês e achei muito interessante. Gostaria de saber se posso usar algumas de suas considerações e também a lista do bloguês numa matéria que estou fazendo sobre "A influência da Internet na língua portuguesa".
Ah! Já ia esquecendo de te falar: sou jornalista e trabalho na assessoria do Grupo Caçula, que tem uma revista corporativa com 70 mil exemplares de tiragem que circula nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Para a próxima edição, estamos com matéria, para a editoria de educação, sobre a influência da linguagem da internet na língua portuguesa.
Claro que citarei a fonte e também seu nome no texto. O que me diz?
Outra coisa, vc escreveu esse texto porque é um usuário de internet ou simplesmente para levantar a discussão a cerca do assunto?
Abr.,
Giselle Andrade

Olá meu querido amigo Carlos,

Eu li os referidos textos do tema "A literatura da Alemanha oriental". Quando eu, um homem já crescido no tempo em que vivia na Alemanha Oriental, acho que a literatura na parte oriental estava, grosso modo, impregnada de política, ainda que eu tenha me ocupado pouco com a história da literatura da época.
A literatura da Alemanha oriental refletia:
1. Crítica política sem trégua às causas da 2ª guerra mundial.
2. Crítica aos sistemas de governo capitalista, em especial à Alemanha Ocidental, e aos Estados Unidos, fundamentada em especial pelos ensinamentos de Marx e Engels.
3. A tentativa de trazer para mais perto dos homens as idéias do socialismo e educá-los para pensar politicamente.
4. Expansão do internacionalismo e da compreensão dos povos – em especial, à mão dos interesses gerais de todos os trabalhadores e de pessoas que viviam na terra para tirar seu sustento, isso no mundo todo.
5. Naturalmente, havia uma literatura relativamente cheia de humor. Sob o valor dessa literatura a gente dificilmente pode aqui se expressar de uma forma bem curta. Provavelmente, a maior e mais terrível guerra até aqui, como a matança injusta de pessoas terminou e agora é hora de arrumar isso tudo, para que algo desse tipo nunca mais possa acontecer. Ao mesmo tempo, havia em outras partes do mundo a idéia de construir uma ordem social justa, como o capitalismo.
A história mundial naquele tempo foi complicada, por toda parte entremeada de idéias socialistas e a literatura ecoava no mundo todo novamente. Assim também foi na Alemanha Oriental. O povo alemão, a saber, a fraca economia e uma pobre Alemanha Oriental, que estava diante de uma outra Alemanha, capitalista, forte, que se impôs com muitos ideais socialistas. Houve a guerra fria, e isso teve seus efeitos, assim como na literatura. A literatura da Alemanha Oriental estava orientada, direcionada pelos pensamentos socialistas.
Aliás, a terrível política interna da ditadura de Stalin foi, depois de sua morte em 1953, na Alemanha Oriental, colocada em aberto (não se queria admitir, mesmo, que também o socialismo poderia ter seus defeitos). A partir daí, o culto a Stalin na Alemanha Oriental terminou (você escreveu sobre as canções de louvores do socialismo de Stalin).
A literatura da Alemanha Oriental foi um reflexo da guerra fria na então Europa e em especial na Alemanha. Apesar disso, a qualidade da literatura (isto se mostra, aliás, também em muitos filmes) foi, de um modo geral, bastante boa e profunda.
Seja amavelmente cumprimentado pelo seu amigo alemão
Alfred

Hallo mein lieber Freund Carlos,


ich habe mir die, dem oben genannten Thema gewidmeten Texte durchgelesen
Als in dieser Zeit in der DDR aufgewachsener Mensch meine ich, obwohl ich mich
nie richtig mit Literaturgeschichte befasst habe, dass die damalige Literatur in
der DDR in voller Breite politisch geprägt war.
Die Literatur der DDR widerspiegelte:
1. Eine schonungslose politische Kritik der Ursachen des 2. Weltkrieges.
2. Kritik der kapitalistischen Staatssysteme, insbesondere die in der BRD und in
der USA, begründet insbesondere durch die Lehren von Marx und Engels.
3. Der Versuch die Ideale des Sozialismus den Menschen näher zu bringen und die Menschen zu politisch denkenden Persönlichkeiten zu "erziehen".
4. Verbreitung des Internationalismus und der Völkerverständigung - insbesondere
anhand der gemeinsamen Interessen aller Arbeiter und Bauern in der gesamten
Welt.
5. Natürlich gab es auch eine relative humorvolle Literatur.
Über die Wertung dieser Literatur kann man sich in der hier möglichen kurzen
Form schwerlich äußern.
Der wohl bisher größte und grausamste Krieg und ein unmenschlicher Völkermord
waren zu Ende, und es galt diesen so aufzuarbeiten, damit so etwas nie wieder
passieren kann.
Zugleich gab es in weiten Teilen der Welt die Idee, eine gerechtere
Gesellschaftsordnung als den Kapitalismus aufzubauen.
Die Weltgeschichte war damals sehr kompliziert, überall von sozialistischen
Ideen durchwachsen und die Literatur auf der ganzen Welt spiegelte das wieder.
So auch in der DDR. Das deutsche Volk, nämlich die wirtschaftlich schwache und relativ arme DDR, durchsetzt mit vielen sozialistischen Idealen, stand der wirtschaftlichen
starken kapitalistischen Wohlstandsgesellschaft BRD gegenüber. Es gab den kalten
Krieg, und das hatte seine Auswirkungen, auch auf die Literatur.
Die DDR- Literatur war staatlich gelenkt auf den sozialistischen Gedanken
ausgerichtet. Übrigens, die grausame innenpolitische Diktatur Stalins, wurde nach dessen Tode 1953 in der DDR, wenn auch recht zögerlich, offen gelegt (man wollte eben nicht
zugeben, dass es auch im Sozialismus solche Fehlentwicklungen geben kann). Ab da
war der Stalin-Kult (Du schreibst von Lobgesängen auf den stalinistischen
Sozialismus) in der DDR beendet.
Die DDR-Literatur war ein Spiegelbild des damals in Europa und insbesondere auch
in Deutschland stattgefundenen kalten Krieges. Trotzdem, die Qualität der Literatur (das zeigt sich übrigens auch in vielen Filmen) war im Allgemeinen sehr hoch und tiefgründig.
Sei recht herzlich gegrüßt von Deinem deutschen Freunde,
Alfred

As cartas para o Rede devem ser diretamente remetidas para cada coluna. Procure o endereço, ao final do texto lido.