Universidade Estácio de Sá Entre no Campus Virtual

EDIÇÃO 14 1º de março de 2005
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LANÇAMENTOS LITERÁRIOS

Flávia França
Aluna do 5º período de Letras – Campus Méier

DEZ CONVERSAS - DIÁLOGOS COM POETAS CONTEMPORÂNEOS
Fabrício Marques

Número de páginas: 292
Editora: Autêntica Editora

Área de interesse: Estudos literários
"Agir como um investigador é precisamente o que faz Fabrício Marques neste Dez conversas. Com um esquadrinhar incisivo, ele explora os métodos e vivências de cada poeta aqui inquirido, em conversas inteligentes como devem ser as travadas entre poetas, o próprio entrevistador um deles. E que poetas Fabrício Marques conseguiu reunir! Em tom de conversa com fôlegos bastante distintos dos normalmente praticados em entrevistas destinadas à imprensa, os bate-papos aqui transcritos são regidos por outro ritmo, pelo respirar lépido mais próximo da fala do que do chumbo da palavra escrita e impressa." Joca Reiners Terron

DISCURSO E ENSINO
Sílvia Helena Barbi Cardoso I

Número de páginas: 168
Editora: Autêntica Editora

Área de interesse: Comunicação e língua portuguesa
A primeira e maior contribuição da Análise do Discurso para com o ensino é fazer compreender que a linguagem, por realizar-se na interação verbal entre locutores socialmente situados, não pode ser considerada independente de sua situação concreta de produção. Todas as práticas pedagógicas que envolvem a produção de linguagem colocam em relação três elementos: interlocutores, enunciado e mundo. Este livro, portanto, trabalha a linguagem de um ponto de vista sociohistórico, levando-se em conta as condições de produção do discurso. É um importante instrumento nas mãos do educador e do aluno para que se torne cada vez mais capaz de interpretar textos que circulam socialmente e de produzir os seus próprios textos nas mais variadas situações discursivas.

Sumário: Linguagem, língua, fala e discurso • O Conceito de linguagem e a nova prática pedagógica • Texto, discurso, enunciado e enunciação • As condições de produção do discurso pedagógico e a constituição de sujeitos • Intertextualidade e interdiscursividade • Heterogeneidade discursiva mostrada • Heterogeneidade constitutiva • O discurso da propaganda • Diálogo e dialogismo • O discurso autoritário • Interdiscursividade, intertextualidade e novos sentidos • Discurso literário e heterogeneidade • Heterogeneidade mostrada • Heterogeneidade mostrada e constitutiva

64 CONTOS DE RUBEM FONSECA
Rubem Fonseca

Número de páginas: 800
Editora: Cia. das Letras

Grão-mestre do conto brasileiro contemporâneo, Rubem Fonseca afirmou-se – de Os prisioneiros e A coleira do cão a Pequenas criaturas – como narrador de situações extremas, marcadas pela violência e pelo erotismo. Em contos como "Feliz ano novo", "Passeio noturno" e "O cobrador", o escritor carioca produz curto-circuitos que desnudam personagens de todas as origens e pretensões sociais e põem marginais e figurões em pé de igualdade. Avesso ao sentimentalismo e à cor local, Rubem Fonseca inspira-se na economia do cinema e na literatura de escritores como Ernest Hemingway e Isaac Bábel para forjar uma dicção própria e inconfundível.

Mais que isso, o autor traz para seu próprio estilo a contundência e o desencantamento dos ambientes e heróis de que se ocupa. Assim, na mesma linhagem em que figuram Machado de Assis, Lima Barreto e João do Rio, transfigurou o Rio de Janeiro num território ficcional repleto de segredos e contradições e consagrou-se como um dos grandes contistas da língua brasileira.

Após as antologias de Isaac Bashevis Singer e F. Scott Fitzgerald, o novo lançamento da coleção traz 64 contos selecionados pelo autor e com introdução de Tomás Eloy Martínez. Como bem disse Gabriel García Márquez, "Rubem Fonseca vale a viagem".

HISTÓRIAS À BRASILEIRA - VOL. 2 Pedro Malasartes e outras
Ana Maria Machado

Número de páginas: 88
Editora: Cia. das Letras

Em 2002, a autora Ana Maria Machado lançou o primeiro volume de uma série de histórias "à brasileira" que pretendia reunir em livro. O projeto nasceu do desejo da autora de contar, com suas palavras, as histórias que havia escutado de seus pais e da avó, como ela explica na apresentação do livro: "Venho de uma família em que se contava muita história. Com livro ou sem livro. E os repertórios variavam muito, de acordo com o contador".

Gerações de narradores anônimos ajudaram a construir as mais diferentes versões dessas histórias da cultura oral e do folclore brasileiro e universal. Para criar a sua própria, a escritora leu obras de estudiosos da cultura popular e pesquisou coletâneas de contos de tradições variadas. De uma mistura entre pesquisa, cotejo das diversas versões, memória pessoal e tradição, nasceu então o primeiro volume de Histórias à brasileira.

Neste segundo volume, Ana Maria Machado traz mais dez histórias: três episódios envolvendo o personagem Pedro Malasartes – "Pedro Malasartes e o lamaçal colossal", "Pedro Malasartes e o surrão mágico", "Pedro Malasartes e a sopa de pedra" –, além de "Poltrona de piolho", "O boneco de piche", "Os figos da figueira", "O jabuti e o teiú", "O jabuti e o caipora", "A galinha ruiva" e "A vida do gigante".

Nas ilustrações de Odilon Moraes, o ambiente brasileiro dos contos é recriado com liberdade, dando origem a uma nova versão, ilustrada, de cada história. Odilon é escritor, ilustrador e tradutor de literatura infantil. Pela Companhia das Letrinhas, publicou A princesinha medrosa (2002). Entre os prêmios que recebeu, estão o Jabuti de ilustração de 1994, por A saga de Siegfried.

PAPEL-MÁQUINA
Jacques Derrida

Número de páginas: 360
Editora: Estação Liberdade

Interessado em refletir e questionar temas ligados à contemporaneidade, Jacques Derrida trata, neste livro, de novas tecnologias, suportes e instrumentos para o texto. Fala também da geopolítica internacional, de sua terra natal, a Argélia, bem como mergulha em Sartre e na revista Les Temps Modernes, aplica sua estratégia de desconstrução no texto de De Man para depurar a questão da culpa e do perdão e reduz o texto impresso a sua mais desmembrada partícula.

Os textos, dois ensaios longos e uma coletânea de artigos para jornais, entrevistas, conferências e cartas, são nas palavras de Derrida "uma resposta a um convite, a uma pergunta, a uma inquirição". O título Papel-Máquina já aponta um lugar. Para além de ser o objeto-papel usado para a escrita na máquina de escrever, ele é o significante – suporte de interpretações e indagações várias: do lugar das tecnologias ao papel da subjetividade na contemporaneidade; da virtualidade às marcas e às margens da escrita; da globalização às estratégias de exclusão explicitadas na figura dos sem-documentos, dos sem-papéis.

O papel, o traço, o rasgo. O "devir papelada". Leituras sobre leituras: da desconstrução e remontagem de um poema de Mallarmé às confissões de Agostinho e Rousseau, lidas por De Man que, por sua vez, é relido por Derrida. O espaço de resistência provocado no filósofo pelas páginas de Heidegger; o engajamento filosófico e político de Sartre entrevisto por meio de uma saudação a Les Temps Modernes; o próprio posicionamento político de Derrida explicitado em cartas ao Presidente Clinton contra a pena de morte e ao ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, seu companheiro na Sorbonne, em favor de José Rainha e dos sem-teto... Enfim, releituras de filósofos tocados pela literatura ou mesmo de escritores que elaboraram algum tipo de pensamento teórico-crítico como é o caso de Gide e Camus.

BANDIDOS E MOCINHAS
Nelson Motta

Número de páginas: 256
Editora: Objetiva

Lana Leoni é uma atriz sexy e decadente que morre no palco, misteriosamente assassinada durante a encenação de um polêmico sucesso teatral carioca. Descobrir a identidade do assassino é apenas o ponto de partida desta envolvente trama policial.

Fã de carteirinha dos livros de suspense, Nelson Motta constrói um enredo de secretas perversões e paixões mortais, em que bandidos se apaixonam e mocinhas cumprem impiedosamente as leis do desejo. Um Pulp fiction carioca de luxo.

Casada com um milionário pervertido, e objeto da paixão de um grande traficante, a morte de Lana mobiliza personagens de mundos opostos. Dida, um bandido inteligente e charmoso, quer descobrir quem matou a amada de seu melhor amigo. Marlene, delegada sedutora e competente, não gosta de deixar sem solução os casos que chegam à 14ª DP – e será implacável ao investigar o caso Lana Leoni, como só as mocinhas mais malvadas e imprevisíveis conseguem ser.

Segundo romance de Nelon Motta, Bandidos e mocinhas é um livro surpreendente e divertido – no qual o mundo do show-biz se entrelaça, deliciosamente, com os bastidores de uma investigação policial carioca.
Nelson Motta estreou na ficção com o livro O canto da sereia. Ele também é autor de Noites tropicais, Confissões de um torcedor e Nova York é aqui, todos publicados pela Objetiva.

HAMLET - POEMA ILIMITADO
Harold Bloom
Tradução: José Roberto O'Shea

Número de páginas: 320
Editora: Objetiva

Harold Bloom analisa a célebre tragédia shakespeariana em edição acompanhada da clássica tradução da peça assinada por Anna Amélia Carneiro de Mendonça "O imprescindível escritor, nas palavras do imprescindível crítico" (The New York Times Review of Books).

Neste seu mais recente trabalho sobre o autor que considera seu "deus mortal" – o dramaturgo britânico William Shakespeare –, o crítico literário americano Harold Bloom mergulha em uma de suas peças mais viscerais: Hamlet, Príncipe da Dinamarca.

Hamlet – Poema Ilimitado disseca as cenas e personagens da célebre tragédia shakespeariana, sobretudo seu personagem-título, para questionar seu significado e sua influência. Em vinte e cinco capítulos concisos, Bloom nos conduz pelos principais solilóquios, personagens e situações ao longo do enredo, no intuito de explorar o enigma que existe no cerne do drama, fundamental para seu apelo universal. O autor oferece ainda um relato completo, pessoal e ardente da história da peça, e discute os processos que a tornaram um componente extraordinário da consciência humana. Uma interpretação original, arrebatadora e muito bem fundamentada daquela que Bloom considera a mais reveladora das peças do Bardo.

Para facilitar a compreensão e a consulta, esta edição vem acompanhada do texto integral da clássica tradução para o português da peça de Shakespeare, assinada por Anna Amélia Carneiro de Mendonça.
Harold Bloom é professor titular de Ciências Humanas na Universidade de Yale, onde leciona há mais de 50 anos. Já ocupou também cátedras de ensino nas universidades de Nova York e Harvard. Autor de mais de vinte livros, incluindo os sucessos O Cânone Ocidental e O Livro de J e, mais recentemente, Gênio, Bloom foi agraciado com o Prêmio MacArthur, pertence à Academia Norte-Americana de Letras e Artes e já recebeu inúmeras distinções e diplomas honorários. Em 1999, a Academia Norte-Americana de Letras e Artes concedeu-lhe a Medalha de Ouro de Crítica e Belles Lettres; em 2001, ele foi contemplado com o Prêmio Internacional da Catalunha.

A MEGERA DOMADA
William Shakespeare
Tradução e adaptação: Fernando Nuno

Número de páginas: 292
Editora: Autêntica Editora

O novo volume da série com as obras de Shakespeare adaptadas para o jovem leitor do século XXI
"Com talento e sensibilidade, Fernando Nuno revela o gênio do dramaturgo inglês [...], numa leitura fluente, que agradará aos jovens e certamente despertará seu interesse para as outras peças do bardo." - Laura Sandroni, O Globo.

Catarina é uma mulher bela e irascível, que não admite ser subjugada. Com sua língua ferina, ela afasta todos os pretendentes. O problema é que a doce Bianca – sua irmã – só poderá casar depois de Catarina. E agora? Quem conseguirá domar aquela megera? Só um louco, diriam os personagens desta deliciosa comédia de Shakespeare. E o nome dele é Petruccio, homem tão temperamental quanto a nossa destemida Catarina.

Nesse impagável duelo de forças, o bardo inglês nos brinda com uma história onde todos fazem tudo por amor. Mentem, trapaceiam, dominam e são dominados. A Megera Domada, uma de suas primeiras comédias, logo se tornou muito popular. Afinal, com muito humor e picardia, o mestre da dramaturgia defende os direitos da mulher e critica o machismo.

No quinto volume da Coleção Shakespeare, veremos que a megera de ontem pode se transformar na gata de hoje e vice-versa. Uma deliciosa aventura sobre liberdade, amor e mulheres. Um livro que certamente vai fisgá-lo como os demais volumes da série.

Com uma narrativa moderna, altamente dialogada, a Coleção Shakespeare torna acessível o conteúdo integral das peças do "Bardo inglês". Adaptados para a linguagem contemporânea, os textos traduzidos por Fernando Nuno permitem uma leitura fluente, sem os obstáculos que a forma teatral geralmente apresenta. A adaptação desses clássicos aproxima os jovens da magia shakespeariana, ao facilitar a leitura mantendo a riqueza das histórias e dos personagens criados pelo autor.

O escritor Fernando Nuno é também editor, tradutor e músico. Cursou Jornalismo e Letras, na USP, História da Arte, no Instituto Dante Alighieri de Florença, na Itália, e Mitologia, na Viking Students, em Atenas. Foi editor da série Imortais da Literatura Universal, da Abril Cultural; e também do Círculo do Livro. Com uma larga experiência no mercado editorial e na adaptação de clássicos para jovens – em que se destacam Pinóquio, da Coleção Biblioteca em Minha Casa, e A rainha Margot, que teve selo Altamente Recomendável do Livro Infantil e Juvenil em 2002 –, Fernando Nuno mergulha agora numa de suas maiores paixões: Shakespeare.

A MORTE DE AQUILES
Boris Akunin

Número de páginas: 448
Editora: Objetiva

O quarto volume da consagrada série As aventuras do detetive Fandórin
"Fandórin é a resposta russa a Sherlock Holmes e James Bond"- Financial Times

Prosseguindo de forma brilhante no seu propósito de revisitar, com cada aventura de Erast Fandórin, os clássicos da literatura policial, Boris Akunin assina mais um romance repleto de ação, mistério e insólito humor. A morte de Aquiles, quarto título da série As aventuras do detetive Fandórin – com mais de 8 milhões de cópias vendidas em todo o mundo –, é a homenagem do escritor russo ao gênero do romance noir americano.

Recém-chegado de uma missão diplomática no Japão, e agora encarregado de missões especiais a serviço do governo de Moscou, Fandórin é destacado para solucionar a morte do general Sobolev – o "Aquiles" –, herói de guerra nacional que nutria ambiciosos sonhos políticos e um fraco por belas mulheres. Ao que tudo indica, a morte foi acidental, causada por um banal ataque cardíaco.

Fandórin, porém, não se deixa convencer pela causa alegada da morte do general. Sobolev era um verdadeiro Hércules, jovem e no auge da força física, e alguns indícios levam o investigador a pensar que o caso poderia ser mais complicado do que parece – talvez até uma questão de Estado. Desde o início da investigação, ele se depara com a hostilidade dos colegas de farda do general, que tentam impedir o policial de continuar a trabalhar no caso, chegando a ameaçá-lo de morte. Decidido a solucionar o mistério, o detetive terá que medir forças com as instituições mais poderosas da Rússia.

A Morte de Aquiles apresenta todas as qualidades que garantiram o sucesso de crítica e público dos volumes anteriores – uma intriga de múltiplas ramificações, discretas alusões à atualidade, e também algumas outras que deixamos aos leitores o prazer de descobrir em primeira mão.

O russo Boris Akunin, pseudônimo de Grigorij Tchkartichevili, é formando no Instituto da Ásia e África da Universidade de Moscou e leciona língua e literatura japonesas. Tradutor de inglês e japonês, é diretor editorial da revista Inostrannaja Literatura (Literatura Estrangeira) e presidente do Japanese Library's Scientific Committee. O autor vive em Moscou.

Publicou suas primeiras histórias de detetive em 1998 e, em pouco tempo, tornou-se o autor de mais sucesso na Rússia. Já escreveu nove romances protagonizados pelo detetive Erast Fandórin e trabalha em mais duas outras séries.

A LEI PRIMORDIAL E OUTROS ENSAIOS
Franklin Cunha

Número de páginas: 222
Editora: Age

"Os ensaios do Franklin Cunha dão essa idéia de alguém interessado em tudo que solta sua mente inquisidora em qualquer assunto para descobrir o que pensa dele. E, ao mesmo tempo, seu texto nos revela uma visão pronta, uma curiosidade intelectual sem preconceitos, mas que não se deixa seduzir pela tirada fácil ou pelo significado falso. Um ótimo ensaísta. E pensar que escrever é a segunda vocação do homem!" - Luis Fernando Veríssimo

O ABISMO INVERTIDO
Adriano Schwartz

Número de páginas: 184
Editora: Globo

O jornalista e doutor em teoria literária e literatura comparada, pela USP, Adriano Schwartz analisa O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago, no livro O Abismo Invertido.

O Abismo Invertido originou-se da tese de doutoramento de Adriano Schwartz, defendida na Universidade de São Paulo em meados de 2003. No entanto, desde o início, o livro foge do convencional. O primeiro capítulo compõe-se de um diálogo, construído à maneira de Saramago, em que diversos estudiosos da forma romanesca debatem, enquanto o leitor tem a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento das idéias que pautaram as principais teorias do romance, uma das formas literárias mais importantes para a literatura ocidental. Entre as personagens habilmente escolhidas por Adriano Schwartz, podemos encontrar desde Aristóteles até Walter Benjamim. Aliás, o próprio Saramago termina colaborando com o diálogo, fornecendo algumas de suas opiniões sobre a arte romanesca.

O livro prossegue, já no segundo capítulo, procurando entender algumas questões básicas para a compreensão do universo literário do autor português. Seu narrador, sobretudo, ocupa um lugar central de análise, cujo foco reside na percepção de que há certa "mistura de pessoas": um narrador de terceira assume papéis de primeira pessoa. Nesse momento, também, Adriano Schwartz mostra como os estudiosos com muita freqüência se deixaram contaminar pela opinião que o próprio Saramago tem a respeito de seu texto.

Depois, o estudo abre espaço para a análise de alguns trechos centrais na construção da trama de O Ano da Morte de Ricardo Reis. Aos poucos, Schwartz vai demonstrando como, através de inversões e deslocamentos, o texto se constrói como um jogo – de regras incertas, é verdade. Entre as tantas observações, o autor nota argutamente que as personagens do romance são, quase sempre, produtoras de pequenas mentiras, uma das muitas formas de ficção presentes na narrativa.

No final, o livro chega a adquirir ares de "romance policial": através da decodificação de citações, que passam por Camões e Fernando Pessoa para culminar, surpreendentemente, em Borges e em um certo jogo de xadrez, Adriano Schwartz mostra como Saramago poderia, de fato, estar equivocado e como tudo estava mesmo invertido.

O prefácio do crítico Alcir Pécora, por sua vez, mergulha nos procedimentos adotados por Adriano Schwartz para estruturar sua análise e, mais, observar como O Abismo Invertido coloca-se como inovador na fortuna crítica de José Saramago.

Adriano Schwartz nasceu em São Paulo em 1971. É jornalista e doutor em teoria literária e literatura comparada pela USP. Em 1993, iniciou a carreira no jornal Folha de São Paulo e, até 2004, foi editor do caderno Mais!

OBRA COMPLETA: POESIA (VOLUME I)
T. S. Eliot

Número de páginas: 568
Editora: ARX

O volume Poesia tem tradução, introdução e notas do poeta Ivan Junqueira (Presidente da Academia Brasileira de Letras). Em páginas espelhadas, o livro apresenta os poemas de T. S. Eliot em inglês e português, num dos mais felizes trabalhos de tradução feitos no Brasil, fruto da apaixonada dedicação de Ivan Junqueira a Eliot.

OS SEGREDOS DO CÓDIGO
Dan Burstein

Número de páginas: 416
Editora: Sextante

Considerado pela crítica americana o melhor e mais completo livro sobre O Código Da Vinci.

AMOR É PROSA, SEXO É POESIA
Arnaldo Jabor

Número de páginas: 199
Editora: Objetiva

Os textos de Arnaldo Jabor têm o poder de despertar, inquietar, polemizar. Ácidos, líricos, deliciosamente vorazes, estão sempre sintonizados com os assuntos que mexem com a vida dos brasileiros e brasileiras. Amor é prosa, sexo é poesia reúne suas melhores crônicas sobre nossas obsessões mais íntimas; sexo e amor, família, mulheres. São 36 textos em que Jabor anuncia sem pudores sua fome de beleza em tudo; na vida, na política, no amor, no sexo. E será assim, exaltado, rodriguiano, que vai admitir um dos maiores medos; "os abismos das mulheres são venenosos, o seu mistério nos mata". A percepção de Jabor sobre linhas intangíveis, como a que separa o amor do sexo, costuma ser tão afiada quanto seus discursos anti-Bush. Mais do que o poder, ele aposta, o amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver.

AS MULHERES MAIS PERVERSAS DA HISTÓRIA
Shelley Klein

Número de páginas: 278
Editora: Planeta do Brasil

Adeus sexo frágil. Neste livro, a biografia de quinze mulheres não deixa dúvida de que o mal independe de gênero. Das imperatrizes romanas às filhas ciumentas, passando por donas de casa entediadas, todas foram culpadas por seus crimes. Os motivos que as levaram a cometer atos de barbárie vão da ganância ao amor. Lizzie Borden vislumbrava a herança familiar; Grace Marks queria ascender socialmente. Mary Ann Cotton matou maridos e crianças a perder de vista. Todas no período vitoriano. Já as imperatrizes romanas Valéria Messalina e Agripina, a Jovem, assim como a imperatriz chinesa Tsi-hi, poderiam ser consideradas "grandes conspiradoras", mesmo que tenham muito em comum com inimigos do povo como Catarina II, da Rússia, a rainha Ranavalona de Madagascar e Elena Ceausescu. Há ainda mulheres como Myra Hindley e Karla Homolka, escravizadas por seus amantes e que cometeriam qualquer crime para se manterem perto deles.

 

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