Universidade Estácio de Sá Entre no Campus Virtual

EDIÇÃO 13 13 de dezembro de 2004
Editorial
Entrevistas
Crônicas
Ficção
Fórum de Debates
Pós-Graduação
Coluna de Música
Coluna de Cinema
Coluna de Teatro
Coluna de TV
Coluna de TV
Coluna de Inglês
Coluna de Alemão
Coluna de Português
Colina de Francês
Colina de Francês
Coluna de Italiano
Lançamentos
Resenhas
Sebos
Livrarias
Humor
Eventos
Publicações em Jornais e Revistas
Cartas do Leitor
Artigos de ex-alunos
Coluna Social
Horóscopo
Classificados
voltar página principal números anteriores
 

LANÇAMENTOS LITERÁRIOS

Flávia França
Aluna do 5º período de Letras – Campus Méier

24 CONTOS DE F. SCOTT FITZGERALD
F. Scott Fitzgerald

Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 480

Famoso por romances como O grande Gatsby, Suave é a noite e Este lado do paraíso, F. Scott Fitzgerald merece igualmente constar entre os grandes contistas do século XX. Ao longo de sua carreira, escreveu cerca de 160 contos, com os quais ganhava a vida, afiava o domínio da narrativa sinuosa e do diálogo cortante, e firmava junto ao público o seu lugar de grande cronista da Era do Jazz.

Ambientados em Nova York ou Paris, na Suíça ou na Riviera, os 24 contos que Ruy Castro reuniu neste volume acompanham a juventude dourada americana dos anos 20, no seu vaivém entre o Velho e o Novo Mundo; adentram a década seguinte, marcada pelo crash de 1929; e terminam na Califórnia, pouco antes da Segunda Guerra, onde o autor, falido e decadente, tentava a sorte em Hollywood.

Homens bonitos e frágeis, moças petulantes de cabelo à la garçonne, milionários chucros cometendo gafes em Paris, bêbados e ingênuos de todo tipo povoam as festas, hotéis, praias e mansões dos contos de Fitzgerald. Mas ele não escrevia apenas para registrar e celebrar a vida efervescente a seu redor: procurava transformar em arte seus longos anos de migração, excesso e sofrimento ao lado da esposa, Zelda.

A atmosfera luminosa de despreocupação e opulência de tantos dos contos de Fitzgerald serve como pano de fundo para histórias de perdas: da beleza, do dinheiro, da dignidade e, pior que tudo, da juventude.

ABERTO ESTÁ O INFERNO
Antonio Carlos Viana


Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 160

Uma visão sensível e vigorosa do Brasil contemporâneo, por um excepcional contista ainda pouco conhecido do grande público. Antonio Carlos Viana é integrante da geração de escritores que, nos anos 70, fez da narrativa breve um espaço de experimentação e excelência na literatura brasileira.

DIÁRIO DE RAQUEL
Marcos Rey


Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 152

Raquel é uma menina de rua que desaparece de uma instituição para menores e deixa preocupados os funcionários encarregados de cuidar dela. A chave do mistério pode estar nas páginas de um diário em que Raquel registra os percalços e alegrias da sua infância difícil, suas idéias sobre o mundo e seus desejos de melhorar de vida. O diário é encontrado por uma velha mendiga que vive no Centro de São Paulo e lê as anotações da garota e descobre que ela está em um grande apuro: um homem violento e misterioso, cheio de disfarces e identidades falsas, planeja se vingar de Raquel e vai ficar no encalço dela até capturá-la.

A garota não tem para onde fugir, mas não está exatamente sozinha no mundo. A psicóloga Regina, usando um bom disfarce, vai ao Centro para investigar o paradeiro de Raquel. A sorte da menina agora depende de quem conseguir encontrá-la primeiro.

A ação deste livro se passa nos anos 80 e 90, mas poderia muito bem se passar nos dias de hoje, uma vez que a sociedade ainda convive com o grave problema dos menores de rua. Neste livro inédito, Marcos Rey foca seu talento para contar histórias emocionantes e retratar tipos urbanos na discussão de um tema delicado, de difícil abordagem, e mostra como a literatura pode ser uma via para falar de questões sociais.


O IMAGINÁRIO DA MAGIA
Feiticeiras, adivinhos e curandeiros em Portugal, no século XVI
Francisco Bethencourt


Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 392


Ainda hoje, a visão historiográfica de Portugal Quinhentista é focalizada num nível cultural, institucional e político protagonizado pelos estratos mais elevados da população. Deixa de fora a vida cotidiana dos trabalhadores da terra, camponeses, artesãos, pequenos comerciantes: estratos geralmente não letrados, que representam mais de 80% de uma população em luta pela sobrevivência.

Como essas pessoas enfrentavam suas dificuldades pessoais e familiares, ou seja, os problemas básicos de dinheiro, saúde, relações amorosas? Qual era sua percepção das possibilidades de influenciar os outros e de obter apoio? A sua visão do mundo seria exclusivamente definida pela Igreja e pela preparação da vida para além da morte? Qual era a percepção real do universo e das forças que o dominam? Qual a percepção do poder do homem face a essas forças?

Com base nessas perguntas, Francisco Bethencourt identifica uma visão mágica do mundo, que se encontrava difusa em toda a população, inclusive nos estratos mais elevados, com uma forte base de cultura oral, mas com ramificações na cultura escrita.

Através de inúmeros relatos das próprias feiticeiras, bruxas, adivinhos e curandeiros aos juízes dos tribunais da Inquisição, o autor recupera, num trabalho minucioso e de grande erudição, o significado simbólico e social dessa visão mágica, realizando um levantamento cuidadoso dos agentes mágicos e suas práticas, das crenças e da visão demonológica projetada por juízes e inquisidores, do espaço social desses agentes e da "máquina" de repressão inquisitorial.

Para evitar interpretações enviesadas, Bethencourt recorreu a autores estranhos à historiografia tradicional, como Wittgenstein, Cassirer, Dumézil ou Evans Pritchard, além de escritores como Gil Vicente, Sá de Miranda ou Luís de Camões – que fazem extraordinárias representações de agentes mágicos, encenações de prodígios e de assombrações, narrativas nas quais sobressaem as contaminações entre o sagrado e o profano, o miraculoso cristão e o maravilhoso pagão.


RUTH ROCHA CONTA A ILÍADA
Ruth Rocha
Ilustraçoes: Eduardo Rocha

Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 144

Ruth Rocha, uma das maiores autoras da literatura infanto-juvenil do País, reconta a Ilíada, clássico grego atribuído a Homero. Poeta maior da literatura ocidental, Homero também teria sido o autor da Odisséia, obra-prima que Ruth Rocha adaptou e lançou pela Companhia das Letrinhas em 2000; com mais de 47 mil exemplares vendidos, a recriação de Ruth foi adotada, só no estado de São Paulo, por 75 escolas.

A Ilíada narra os últimos momentos da guerra de Tróia, iniciada quando Páris, príncipe de Tróia, rapta Helena, rainha de Esparta. Estendendo-se por dez anos, a guerra é recheada de desentendimentos e mortes.

A edição traz ainda uma introdução e um resumo para auxílio na compreensão da cronologia da guerra de Tróia e do relato da Ilíada, além de uma explicação, também elaborada por Ruth Rocha, sobre a Questão Homérica – a dúvida com relação à real existência do poeta Homero e da autoria dos dois grandes poemas épicos recontados por Ruth. Como em Ruth Rocha conta a Odisséia, notas localizam os principais personagens e esclarecem alguns detalhes do texto. As ilustrações e mapas são de Eduardo Rocha.

CÉSAR IMPERADOR
de Max Gallo

Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 416

Os livros de História ensinam que Julio César criou o Império Romano, potência dominante no mundo por quatro séculos. Porém, as dimensões humanas do líder que viveu há mais de dois mil anos costumam se perder nos relatos didáticos. Graças ao esmerado trabalho de pesquisa de Gallo, o leitor vai descobrir que Julio César foi criado por uma mãe dominadora, que desde cedo lhe incutiu idéias grandiosas sobre sua ascendência real e divina. No livro, Gallo revela também como funcionava a mente dos romanos que viveram antes do cristianismo, numa sociedade extremamente cruel.

DISSE-NÃO-DISSE
de João Emanuel Carneiro

Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 144

Primeiro livro de João Emanuel Carneiro – autor da novela Da cor do pecado e dos premiados roteiros de Central do Brasil, A partilha e Deus é brasileiro –, Disse-não-disse reúne 33 breves crônicas, todas muito bem-humoradas, que falam sobre o amor, os relacionamentos, a violência urbana, os desencontros, a solidão, isto é, temas essencialmente humanos, tratados com um viés bastante moderno, ágil e descritivo, num estilo que aproxima a sua literatura da linguagem televisiva e cinematográfica.

AS ONDAS
de Virginia Woolf

Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 224

As ondas é talvez o divisor de águas de Virginia Woolf. Com ele, a escritora abandonou todas as trivialidades, tudo aquilo que não era necessário, e deixou apenas a poesia e o sentimento pulsantes, justamente o que prende o leitor do início ao fim da obra. Um romance marcado por forte introspecção, sem argumento definido, sem conversa, sem ação. Ele é todo escrito com o discurso direto de seis personagens – Bernard, Neville, Louis, Jinny, Susan, Rhoda – que falam das suas inquietações, seus sentimentos escondidos. O sol nasce e se põe e, em paralelo ao seu trajeto, nasce e se põe também a vida humana, a cada dia, a cada suspiro, a cada convicção jogada fora.

SOB A PELE DAS PALAVRAS: DISPERSO
de Celso Cunha

Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 464

A coletânea Sob a pele das palavras reúne comunicações e conferências apresentadas em congressos, estudos publicados em honra de filólogos e lingüistas brasileiros e estrangeiros, artigos de revistas especializadas, bem como palestras proferidas em solenidades marcantes da vida do notável filólogo medievalista Celso Cunha. A seleção de Cilene da Cunha Pereira considerou textos até o momento inéditos ou dispersos em publicações de difícil acesso. A organização dos trinta ensaios, agrupados em cinco seções por afinidades temáticas, percorre toda a trajetória intelectual de Celso Cunha, do seu primeiro texto publicado, em 1941, até o último escrito, em 1988, e oferece ao público um profundo mergulho no mundo das palavras de ontem e de hoje.

ANTOLOGIA PORNOGRÁFICA
Organizador: Alexei Bueno

Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 272

Antologia pornográfica reúne os mais clandestinos, escabrosos e proibidos poemas escritos na língua portuguesa, do século XVII ao século XXI. Dos célebres aos inencontráveis, dos esquecidos aos até agora inéditos. Neste livro encontram-se as obras-primas da poesia pornográfica – não erótica, mas explicitamente pornográfica – do nosso idioma. Entre os poemas estão algumas preciosidades, garimpadas por Alexei Bueno, como "A cópula", de Manuel Bandeira. Em Antologia pornográfica, o leitor encontrará mestres da poesia em versos nada convencionais, num linguajar satírico, muitas vezes obsceno, mas sempre original.

Entre os autores mais conhecidos presentes em Antologia Pornográfica encontram-se alguns dos maiores escritores da língua portuguesa, como Gregório de Mattos (o "Boca do Inferno"), José da Silva Souto-Maior, conhecido como "Camões do Rossio" , Manuel Maria Barbosa du Bocage, Bernardo Guimarães e Manuel Bandeira.

REI ARTUR
Allan Massie

Editora: Ediouro
Número de páginas: 446

Rei Artur, de Allan Massie, poderia ser mais uma narrativa da lenda do menino-que-tirou-a-espada-da-pedra-e-virou-rei. Mas não é e, embora também conte essa história, apresenta um retrato muito mais amplo de um personagem histórico e de um tempo apaixonante.

O livro pretende ser uma reprodução da narrativa de um sábio medieval, Michael Scott, a seu aluno Frederico II de Hohenstaufen (1194-1250), imperador do Sacro Império Romano. Além de contar a história, Scott se permite digressões sobre a veracidade do que é dito por poetas e ataques a outros historiadores – e Massie nos entrega, além da saga de Artur, um instantâneo da mente medieval. O conhecimento do autor sobre o período faz com que o livro, além de uma leitura prazerosa, seja uma introdução ao modo de vida de uma época que, apesar de distante centenas de anos, ainda provoca fantasias. A cuidadosa descrição das disputas familiares e religiosas dá uma nova luz aos conflitos medievais.

O texto é dividido em livros, e estes em capítulos. Começa com Artur, que até então vivera como plebeu, apanhando e sofrendo muito, cumprindo uma profecia. Ele consegue retirar de uma pedra a espada mágica, Excalibur, depois da morte do rei anterior e de todos os pretendentes desistirem do desafio, e assume o trono da Inglaterra. O livro dá mais atenção ao reinado de Artur do que às aventuras dos cavaleiros andantes e termina com a morte do rei, traído por um sobrinho e derrotado por um exército muito maior e mais forte do que o seu. No meio, uma narrativa que mostra a força dos romances históricos e reafirma o poder das boas histórias.

Sobre o autor:

Allan Massie nasceu em Singapura em 1930. Jornalista e escritor, é autor de dezessete romances. Rei Artur é o segundo de uma trilogia sobre a Idade Média – o primeiro, O crepúsculo do mundo, foi publicado pela Ediouro, que também lançou sua série sobre imperadores romanos – Augusto, Tibério, César, Antônio e Os herdeiros de Nero. Colaborador do Daily Telegraph e do The Scotsman, Massie vive na Escócia.

EU, ROBÔ
Isaac Asimov

Editora: Ediouro
Número de páginas: 320

Isaac Asimov vive circulando pelo espaço, achando histórias em estrelas e planetas distantes e nos visitando de vez em quando. O que poderia ser só uma licença poética para descrever seu ofício de autor de ficção científica é a mais pura verdade desde que um asteróide foi batizado com seu nome. Poucas honras poderiam ser maiores para um autor do gênero, e Asimov ainda tem outras: recebeu da Associação Americana de Escritores de Ficção Científica o título de Grande Mestre e escreveu quase 500 livros. Eu, robô é parte de uma das três grandes séries de Asimov – Robôs, Fundação e Império. Retoma uma das personagens principais, a grande roboticista Susan Calvin, e a faz contar, em retrospecto, histórias que resumem a evolução da robótica. A narrativa engenhosa conduz o leitor com um didatismo disfarçado: levados pela imaginação e pelo humor de Asimov, nem nos damos conta da lição de história da robótica que acabamos aprendendo. Entre a babá da primeira história e a Máquina, com maiúscula, que controla toda a Terra, na última, há ainda espaço para robôs que enlouquecem, que fazem piadas, que lêem pensamentos e até robôs orgulhosos de serem mais espertos do que os seres humanos... Eu, robô também apresenta as três leis da robótica, outro alicerce da ficção científica. De acordo com elas, a primeira obrigação de um robô é proteger seres humanos, a segunda é obedecer às ordens de humanos e a terceira é se proteger. A aparente simplicidade esconde os numerosos conflitos que podem surgir, e servem de mote para mais de uma história.

LITERATURA E SOCIEDADE
Adriana Facina

Editora: Jorge Zahar
Número de páginas: 56

A literatura é um espelho da realidade ou possui uma autonomia própria? Como relacionar as obras literárias e seus autores com o contexto histórico-social de sua época? É possível elaborar uma análise antropológica da criação literária? Esse livro estimula a reflexão sobre essas e outras questões suscitadas quando a literatura se torna parte da pesquisa em ciências sociais.

 

O CRAVO DE MOZART É ETERNO
José Lins do Rego

Editora: José Olympio
Número de páginas: 368

José Lins do Rego publicou vários livros de ensaios e crônicas. São livros que reúnem a chamada "literatura de jornal". Pois, sendo a matéria-prima de Lins do Rego a vida vivida, seus textos jamais perderão a atualidade. Longe de interessar somente a pesquisadores e estudiosos da obra de José Lins do Rego, este livro, cuja seleção, organização e apresentação esteve em mãos de Lêdo Ivo, é uma leitura prazerosa, recomendável a todos.

 

FORMA E ALUMBRAMENTO: POÉTICA E POESIA EM MANUEL BANDEIRA
Ruy Espinheira Filho

Editora: José Olympio
Número de páginas: 238

Neste Forma & alumbramento: poética e poesia em Manuel Bandeira, na qual são analisados diversos aspectos do legado bandeiriano, incluindo-se aí, entre outros, questões como a da arte e do artesanato, da palavra e do impulso lírico, do destino e da fatalidade existenciais, do verso e do ritmo, da distinção entre tema e assunto, da libertação lírica, das influências e confluências, do ambiente literário em que se formaram o ideário dos modernistas e o pensamento poético de Bandeira e, afinal, das três naturezas que lhe embasam o processo de criação.

Endereço para correspondência:
livros_letras@ig.com.br