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EDIÇÃO 11 16 de julho de 2004
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MITOLOGIA DO ZODÍACO – GÊMEOS – "OS DIÓSCUROS"

Adriano Andre Vilas Boas Siqueira
Professor de inglês e aluno do 4º período de Letras – Campus Rebouças

"Dióscuros" são "filhos de Zeus" (Dios = Zeus, "Kouroi" = filhos), isto é, uma designação coletiva dos gêmeos Castor e Pólux. Segundo a versão mais corrente, eles seriam filhos de Leda, filha de Téstio, rei do Calidão, havia recentemente desposado Tíndaro, herdeiro do reino de Esparta. Júpiter, fascinado com a beleza da jovem, deseja unir-se a ela, mesmo sabendo que não seria aceito, sendo ela recém casada. Outras versões dão conta de que Pólux teria gerado por Zeus, enquanto Castor, por Tíndaro. Helena e Clitemnestra eram suas irmãs gêmeas e, como eles, também teriam, respectivamente, origem divina e mortal.

Zeus, para seduzir Leda, teria assumido a forma de um belo e esbelto cisne que, querendo manter em segredo o seu amor e para não ser reconhecido, trocou o seu aspecto externo pelo do cisne, se aproximando de Leda, quando ela se banhava num rio. A jovem tomou o animal no colo e o acariciou. Meses depois, Leda caiu de dor e percebeu que do seu ventre haviam saído dois ovos: do primeiro, nascem Castor e Helena, do segundo, Pólux e Clitemnestra. Em cada ovo um filho de Zeus, Helena e Pólux, imortais, enquanto seus irmãos, filhos de Tíndaro, viveriam e morreriam como qualquer ser humano.

Apesar de serem filhos de pais diferentes, Castor e Pólux ficaram conhecidos como os "Dióscuros" (filhos de Zeus) e cresceram juntos, nutrindo entre si a mais bela amizade. Levados por Mercúrio à cidade de Pelene, no Peloponeso, os irmãos logo se mostraram fortes e corajosos. Castor especializou-se em domesticar cavalos e Pólux virou um excelente lutador.

Os Dióscuros moravam na região do Peloponeso, assolada por piratas que pilhavam as ilhas e amedrontavam o povo com sua violência sem barreiras. Castor e Pólux decidiram livrar o arquipélago da ameaça e derrotaram os inimigos, sozinhos e desarmados, num trabalho que os tornou conhecidos em toda a Grécia como grandes heróis. Como tal, empreenderam várias expedições, já que eram conhecidos por sua coragem. Uma delas foi contra Atenas, para resgatar sua irmã Helena, raptada por Teseu.


Rapto de Febe e Helaíra

Além disso, participaram da viagem às terras do Calidão, onde seus pais se conheceram, para matar um enorme e terrível javali, enviado por Afrodite como vingança contra o povo da região, que não havia lhe prestado as devidas homenagens. Quando se vêem novamente vitoriosos, os irmãos são novamente convocados para uma nova missão: conquistar o Velocino de Ouro na viagem com Jasão e os Argonautas. Nessa expedição, receberam a proteção de Zeus, que salvou a nave Argo de uma tempestade.

Nesta expedição, os gêmeos distinguiram-se sobretudo na luta contra Âmico, rei dos bebrícios. Raptaram as filhas de Leucipo – Febe e Helaíra – prometidas a Idas e Linceu (também irmãos gêmeos, herdeiros do reino da Messênia), com os quais travaram combate. Pólux matou Linceu e Castor foi morto por Idas com um golpe fatal de lança.

Ao morrer Castor, Pólux desatou em prantos, porque, sendo imortal, não podia acompanhar seu irmão aos Infernos. Atormentado, Pólux suplicou ao seu pai, Zeus, que o matasse ou devolvesse o companheiro Castor. Comovido com tamanha fraternidade, o senhor dos Deuses propôs a única solução para salvar o jovem: Pólux deveria dividir a sua imortalidade com o irmão, alternando com ele um dia de vida e outro de morte. Pólux não hesitou em dar a resposta afirmativa e, a partir desse instante, os irmãos passaram a viver e morrer alternadamente. Para celebrar tamanha prova de amor fraterno, Zeus transformou os Dióscuros na constelação de Gêmeos, onde não poderiam ser separados nem pela morte.

NA ANTIGÜIDADE


FÊNIX

OSÍRIS

Essa realidade de Gêmeos se encontra presente no mito egípcio de Osíris e no mito persa de Mazda e, muito freqüentemente, no mito que identifica os Gêmeos com o simbolismo morte e vida, da lenda de Fênix (símbolo da ressurreição). Segundo a mitologia, esse pássaro teria sido originário da Etiópia (alguns atribuem a origem aos fenícios, de onde o nome teria se originado) e venerado também pelos gregos. Assemelhava-se a uma águia, com enormes asas e de grande porte, com plumagem vermelha, azul e dourada. Segundo os sacerdotes do antigo Egito, a Fênix teria o pescoço cor-de-ouro e a sua cauda branca aparecia orlada por pinceladas vermelhas; os seus olhos emitiam uma luz semelhante ao brilho das estrelas.

Única de sua espécie, não se reproduzia como os demais animais. Segundo uma versão, para assegurar sua descendência, quando sentia a proximidade da morte, fazia uma espécie de ninho com ervas aromáticas e mágicas e com o calor do Sol, incandescia, instalava-se em seu centro. Das cinzas surgia uma nova fênix, que transportava os restos do ninho para a cidade de Heliópolis, no Egito. Ali era adorado o deus Sol, de quem o pássaro era a encarnação.


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