Universidade Estácio de Sá Entre no Campus Virtual

EDIÇÃO 11 16 de julho de 2004
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Mauro,

já estou acostumada a ler ótimos textos na sua coluna, mas o da edição 10 é excelente. Lembro-me de ter ido assistir à 9ª Sinfonia de Beethoven no Municipal a seu convite. Foi emocionante mesmo estando de calça jeans e rabo de cavalo.

Beijos e saudades,
Ana



Senhor Bechtinger,

desculpe de não responder mais cedo, mas estava nas férias em Barcelona (Espanha) ;-))
É muito prazer pra mim de fazer um "Link" do seu site em nossa homepage do Casa do Brasil. Nos próximos dias vai ficar pronto. A cara do seu homepage habilita para nossa sociedade.
O interesse aqui sobre literatura é grande.

Abraço,
Manfred


De: "Bianca Pereira de Lima"
Para: snarcizo@yahoo.com.br

Olá!
Meu nome é Bianca Lima estudo Desenho Industrial-PV e sou uma admiradora de Pagu. Li no site www.estacio.com.br o que você escreveu sobre ela. Por ser muito difícil de encontrar os livros da mesma venho atraves deste pedir, se for possível, que você me envie contos dela ou até mesmo os panfletos políticos!
Ficarei muito grata por isso.
Desde já agradeço a atenção!

Bianca.


From: Lilian Lira
To: adrianovilas@terra.com.br
Subject: Clarice Lispector

Boa tarde.
Estava navegando pela net, numa pesquisa pelas características dos signos, e me deparei com essa página. Assim, como Clarice Lispector, sou sagitariana, assim como admiradora de sua obra.
Gostei bastante do site, fala de algo rotineiro – os signos –, mas de um modo profundo, sábio e interessante.
Sinto-me lisonjeada de ter lido sobre as características do meu signo, através da literatura brasileira.

Parabéns,
Lílian Lira


De: Juliana Borges Rodrigues
Assunto: Parabéns por PAGU!
Para: snarcizo@yahoo.com.br

Olá Sérgio, tudo bom?
Meu nome é Juliana, sou da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), estou no 3º período de Letras. Também estou fazendo um trabalho sobre a Pagu, mas o meu está previsto para ser públicado em uma revista da universidade (a Letras e Letras), o meu trabalho ainda está no começo, estou na fase da pesquisa, ainda! Foi aí que encontrei sua página na internet e adorei, achei super interessante! E gostaria muito se você pudesse me mandar algo para ajudar em minha pesquisa ou algum conselho que seja bom para minha pesquisa.

Abraços,
Juliana Borges Rodrigues


Minha congratulação pela sua entrevista com o Sr. Conselheiro Muehlberger. Com suas perguntas, foi possível a você resumir, construindo uma ponte sobre séculos contínuos, a história da universidade (Fundação da fundação em 1365).
Meus amáveis cumprimentos.

Agnes Loessl
Arquivo da universidade de Viena

zu Deinem Interview mit dem Herrn Hofrat Mühlberger meine Gratulation. Mit Deinen Fragen ist es Dir gelungen, eine über jahrhunderten dauernden Universitätsgeschichte (Gründung im Jahr 1365) überbrückend zusammen zu fassen.
Viele liebe Grüße

Agnes Loessl
Archiv der Universität Wien


Há 43 anos o muro foi construído. A Alemanha oriental estava moralmente no fim. O Oeste brilhava.
Hoje Israel constrói um muro, estão eles também moralmente no fim?

Querido amigo Carlos,

eu li o artigo sobre o muro.

Sim, o muro em Berlim, assim como a divisão entre a pobre Alemanha Oriental socialista e a rica Alemanha Ocidental capitalista foi, para os cidadãos de ambos os lados, uma péssima limitação à liberdade deles. Ela foi mortífera, um produto da política. Famílias foram separadas e não podiam se visitar; para os cidadãos da Alemanha Oriental não havia outra possibilidade de vencer essa barreira. Mas muitos tentavam, apesar disso, e indo para a prisão ou sendo mortos na fronteira. Foi uma péssima situação e foi bem descrito por você.

No que diz respeito a mim, enquanto criança nascida em uma família de trabalhadores simples, cresci com poucos parentes no ocidente. Nós tínhamos pouco contacto com eles mesmo depois, quando a fronteira estava aberta. Viagens em direção ao Ocidente, antes do fechamento da fronteira, não foram feitas, nós não tínhamos o dinheiro do ocidente. E, como não tínhamos o dinheiro da Alemanha Ocidental, a gente também não podia fazer compras. Visto assim, foi de verdade péssimo, quando as fronteiras foram fechadas, mas para nós, pessoalmente, houve poucas mudanças e de algum modo as pessoas, no decorrer do tempo, se habituavam a isso: não se podia ir em direção ao ocidente. Assim foi também em outros países da Europa.

Tanto para nós como para todos os outros seres humanos da Alemanha Oriental foi assim; havia também, naturalmente, muitas famílias, especialmente em Berlim, que sofreram duramente com a construção do muro.
Nós vivíamos na Alemanha Oriental pobremente, não podíamos viajar pelo rico Ocidente, e sim víamos pela televisão e rádio como era boa para as pessoas, do outro lado, a vida. Muitos sofriam bastante com isso, outros se acostumavam de algum modo a essa situação... Foi mesmo assim.

Desde 1963, eu morava em Berlim e o muro estava sempre lá, presente. Eu via além do muro, as pessoas, suas casas, o trânsito. Ao mesmo tempo eu via um muro sempre bem guardado. Eu me sentia aprisionado. Eu sempre tinha com isso um sentimento engraçado, a respeito da liberdade, a vida colorida na riqueza e eu, eu devia morar aqui, não tão rico, minha vida não era colorida, de algum modo me sentia prejudicado. Se pudesse, eu evitaria a aproximação da fronteira com maus sentimentos, desprendido pelos olhares em direção ao Ocidente, não deixaria isso ficar cravado em mim.

O que a gente aprende na escola: a liberdade é o conhecimento que se adquire na necessidade. E o muro, assim nós aprendemos em seguida, se tornou uma necessidade. Sem o muro, a pobre Alemanha Oriental já teria sangrado e os ideais de construir uma ordem social justa teriam acabado. Com a ajuda do muro e a ajuda dos russos (naquele tempo União soviética), tentou-se construir um socialismo, o qual o povo, sim, já era contra. E quando o "grande irmão, União Soviética", em razão disso se foi, o povo colocou de lado o muro. O aparato militar da Alemanha Oriental, que já se apresentava ao povo como sempre sendo um instrumento do poder do povo (os soldados eram os soldados do povo e para o povo), já estava paralisado. Uma grande sorte que o muro e a Alemanha Oriental caíram sem um tiro, sem uma única morte!

Visto tudo junto, amigo Carlos, com poucas palavras, minha visão do muro, sem querer avaliar o muro politicamente, minha colocação política em relação ao muro, minha colocação em relação ao desenvolvimento na Alemanha Oriental do chamado "sistema mundial socialista" é tão complexo e iria encher livros em referência a minha vida, meu conhecimento, e em referência ao desenvolvimento atual do mundo de hoje. Talvez eu esteja escrevendo de fato meus pensamentos sobre esse assunto. Para vocês, no Brasil, mais precisamente da América do Sul e Norte, esses fatos foram (a construção do muro e a queda do mesmo) talvez de pouca importância, visto que isso fora longe, bem na Europa. Compreensivelmente, afinal de contas, faltam conhecimentos sobre algumas particularidades, circunstâncias e sentidos conexos. Além disso, vocês também já têm bastante preocupações em seus países sul-americanos, que nós, em compensação, pouco conhecemos.

Socialismo / Comunismo, cuja construção houve naquele tempo na Europa, é o que houve para vocês de pior no mundo. Sim, os conhecimentos exatos de vocês sobre isso são pouco nítidos, eles esbarram no que vocês viram na televisão ou escutaram na rádio ou jornal de um modo oferecido. Malditos comunistas sem Deus, que ameaçam a liberdade do povo e queriam propagar pelo mundo todo sua ditadura sem Deus! É tão fácil entender isso – Está certo? Querido amigo Carlos, eu me interessaria em saber o que você pensa sobre isso.

Muitos amáveis cumprimentos de Alfred e Sibylle

Vor 43 Jahren wurde die Mauer gebaut. Die DDR war damit moralisch am Ende. Der Westen glänzte.
Heute baut Israel eine Mauer, sind sie auch moralisch am Ende?

Lieber Carlos,

ich habe Deinen Artikel über die Mauer gelesen.

Ja, die Mauer in Berlin, sowie die gesamte Grenze zwischen der armen DDR (sozialistisches Ostdeutschland) und der reichen BRD (kapitalistisches Westdeutschland) war für die Bürger auf beiden Seiten eine sehr schlimme Einschränkung ihrer Freiheit, sie war mörderisch, sie war eine Ausgeburt der Politik. Familien wurden getrennt und konnten sich nicht mehr besuchen, für die normalen DDR- Bürger gab es keine Möglichkeit diese Grenze zu überwinden. Viele versuchten es trotzdem und kamen dafür ins Gefängnis oder wurden gar an der Grenze erschossen. Es war eine sehr schlimme Situation und wurde von Dir gut beschrieben..

Was mich betrifft, ich bin in als Kind einer einfacher Arbeiterfamilie groß geworden, und wir hatten nur wenig Verwandte im Westen. Wir hatten zu Ihnen kaum Kontakt, auch nicht, als die Grenze noch offen war. Reisen in Richtung Westen haben wir auch vor der Grenzschließung nicht gemacht, wir hatten ja kein Westgeld. Und da wir kein Geld der BRD hatten, konnten wir auch dort nichts einkaufen. So gesehen, war es zwar schlimm, als die Grenzen geschlossen wurden, aber persönlich gab es für uns nur wenig Veränderungen und irgendwie gewöhnte man sich im Laufe der Zeit auch daran, dass man nicht mehr Richtung Westen konnte. So war es ja auch in allen anderen Ländern in Europa.

So wie uns ging es den meisten Menschen in der DDR, es gab natürlich auch viele Familien, insbesondere in Berlin, die durch die Mauererrichtung sehr hart getroffen waren. Wir lebten in der DDR viel ärmlicher, konnten nicht in den reichen Westen reisen doch konnten wir über Rundfunk und Fernsehen sehen, wie gut es den westdeutschen Menschen ging. Viele litten sehr darunter, andere gewöhnten sich irgendwie an diese Situation, es war eben so.

Seit 1963 wohnte ich in Berlin und die Mauer war ständig gegenwärtig. Ich sah über die Mauere hinweg die Menschen, deren Häuser, den Verkehr. Gleichzeitig sah ich die streng bewachte Mauer, ich fühlte mich eingesperrt. Ich hatte dabei immer ein komisches Gefühl, da die Freiheit, das bunte Leben im Reichtum und ich, ich muß hier leben, nicht so reich, nicht so bunt, irgendwie benachteiligt. Wenn es ging, vermied ich die Nähe der Grenze um diese unguten Gefühle, ausgelöst durch die Blicke gen Westen, gar nicht erst in mir bohren zu lassen.
Was lernten wir in der Schule : Freiheit ist die Einsicht in die Notwendigkeit. Und die Mauer, so lernten wir weiter, war zur Notwendigkeit geworden. Ohne die Mauer, wäre die arme DDR schon viel eher ausgeblutet und die Ideale, eine gerechte Gesellschaftsordnung aufzubauen, zu Ende gewesen.

Mit Hilfe der Mauer, und mit Hilfe der der Russen (damalige Sowjetunion) wurde weiter versucht einen Sozialismus aufzubauen, doch das Volk war dagegen. Und als der "große Bruder Sowjetunion" zugrunde ging, beseitigte das Volk die Mauer . Der Militärapparat der DDR, der sich ja immer als Machtinstrument des Volkes darstellte (die Soldaten waren die Soldaten aus dem Volk und für das Volk), war gelähmt. Ein großes Glück, den die Mauer und die gesamte DDR fiel ohne einen einzigen Schuß, ohne einen einzigen Toten.
Soweit lieber Carlos, mit kurzen Worten meine Sicht zur Mauer, ohne sie politisch werten zu wollen.

Meine politische Einstellung zur Mauer , meine Einstellung zur Entwicklung in der DDR und zur Entwicklung des so genannten sozialistischen Weltsystems ist sehr komplex und würde Bezug nehmend auf mein Leben, mein Erkenntnisse und in Bezug auf die heutige Entwicklung in der Welt, Bücher füllen. Vielleicht schreibe ich tatsächlich mal meine Gedanken dazu auf.

Für Euch in Brasilien, wie überhaupt in Süd- und Nordamerika, waren diese Ereignisse (der Mauerbau und der Mauerfall) in Europa weit weg und haben sicher nicht sehr viele interessiert. Verständlich, denn es fehlen einfach die Kenntnisse über die einzelnen Umstände und Zusammenhänge. Außerdem habt Ihr ja auch genug Sorgen in Eueren südamerikanischen Ländern, die wir wiederum kaum kennen.

Sozialismus / Kommunismus, und um dessen Aufbau ging es ja damals in Europa, ist für Euch mit das Schlimmste was es gibt auf der Welt.
Doch Euere genauen Kenntnisse dazu sind eher verschwommen, beruhen auf den, was Ihr durch Zeitung, Rundfunk und Fernsehen vorgesetzt bekommt. Verdammte gottlose Kommunisten, die die Freiheit der Völker bedrohen und ihre gottlose Diktatur auf der ganzen Welt verbreiten wollen. So einfach ist das - stimmt es ? Lieber Carlos, mich würde interessieren wie Du darüber denkst.

Viele herzliche Grüße von Alfred und Sibylle


Prezadíssimo senhor Carlos Bechtinger,

eu desejo de coração, amavelmente lhe agradecer pelo seu e-mail e pela a aparição e realização da entrevista. Eu espero que leitores interessados gostem e que isso sirva de contribuição para futuros contatos entre as nossas universidades.

Mais uma vez, obrigado de coração e os meus melhores cumprimentos de Viena de
Kurt
Mühlberger_________________________________________

Conselheiro. Dr. Kurt Mühlberger
Da Universidade de Viena

Sehr geehrter Herr Carlos Bechtinger,

ich möchte mich sehr herzlich für Ihr mail über das Erscheinen des Interviews sowie für die überaus gut gelungene Gestaltung herzlich bedanken. Ich hoffe, daß es interessierte Leser findet und ein auch Beitrag für künftige weitere Kontakte zwischen unseren Universität sein wird.

Nochmals vielen herzlichen Dank und beste Grüße aus Wien von

Kurt
Mühlberger_________________________________________

Hofrat Dr. Kurt Mühlberger
Direktor des Archivs der Universität Wien
A-1010 Wien, Postgasse 9


Bom dia, senhor Bechtinger.
Muito obrigado pela sua correspondência.

A gente sempre se alegra, quando encontra amigos da literatura alemã. A Literatura é parte essencial de nossa cultura e só nos é comunicada quando se entende uma língua ou se encontra um bom tradutor; isso vale naturalmente desse modo para autores alemães, assim como para brasileiros. Suas traduções me agradam. Elas são claras e não são floreadas. Nós temos muitos links na nossa homepage e, na próxima mudança, eu incluirei o Rede de Letras na nossa homepage.

Meus melhores cumprimentos.
Lucas Meyer


As cartas para o Rede devem ser diretamente remetidas para cada coluna. Procure o endereço, ao final do texto lido.