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EDIÇÃO 1 18 de agosto de 2003
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DICAS INTERESSANTES

Vamos aprender um pouco do "politiquês"?

A nossa coluna se propõe a ajudar os leitores a compreender a linguagem dos políticos. Precisamos, acima de tudo, de uma "tradução" do que está sendo dito, até para que se possa entender os jogos verbais de nossas lideranças. Todos os dias eles, políticos, estão na TV, rádio, jornal, mas quase nada conseguimos explorar do que é falado, por não sabermos extrair o sentido oculto das palavras. Assim, nestes tempos de reformas, tomamos a iniciativa de aclarar mais ou menos os verbetes, para colocar nossos leitores nesse "universo paralelo", de um sítio verde e amarelo das contendas verbais de Brasília.

Salientamos que este minidicionário não está registrado em nenhum manual político, menos ainda no Dicionário de política, do cientista italiano Norberto Bobbio. Trata-se, apenas, de uma organização aleatória, fruto de experiência, de observação. Então, vamos a algumas expressões comuns.

Acordo de lideranças:
o famoso "jeitinho brasileiro" de se acomodar interesses parlamentares.

Agenda de consenso:
ganhar tempo

Agravo regimental:
acordo noturno

Atendimento às bases:
aquela verba de ajuda

Base de sustentação:
parlamentares satisfeitos

Credibilidade:
boa aparência

Crise institucional:
deixar a situação como está e esperar para ver como fica

Discutir internamente:
ficar "em cima do muro"

Estadista:
muita foto e pouca execução

Governabilidade:
conchavo em troca de cargos políticos de segundo ou terceiro escalões

Interlocutor:
interesses contrários

Modernidade:
discurso de "estrelismo", sem conteúdo

Oposição independente:
oposição que faz discurso contra, mas aceita cargos dentro

Ouvir as bases:
corporativismo

Pacto social:
"lenga-lenga", que não dá resultado algum

Pragmatismo:
corrida explícita em busca de cargos públicos

Revisão constitucional:
ajuste

Transparência:
capacidade de "enrolar" bem

União nacional:
interesse dos políticos em primeiro lugar; depois, o popular