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EDIÇÃO 1 18 de agosto de 2003
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Esta coluna, "Leitores e leituras", foi elaborada para integrar vocês ainda mais no mundo da leitura. Se o curso é Letras, pressupõe-se que meu caro leitor seja adepto da prática de Leitura. O que ler? Quem está lendo o quê? Onde encontrar? E a opinião sobre o que está sendo lido? Tudo isso, agora, é nosso departamento.

Nessa nossa primeiríssima ação investigatória, nada mais justo do que começarmos a desvendar os caminhos pelos quais os olhos de distintos leitores navegam.

NOME COMPLETO:
Murilo O'Reilly

BREVE CURRÍCULO:
Carioca, 28 anos, músico e jornalista.

 

 


1. Qual o livro que mais o impressionou e por quê?

O que me ocorre agora é Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez. Um "tijolaço" com um enredo fascinante e uma trama tão envolvente que não deixa sua atenção se dispersar. Ao final, fica o desejo de que ele tivesse o triplo de seu tamanho. Outro é O dia do Coringa, de Jostein Gaarder. Não há como compará-los, até por sua historicidade, mas não dá pra largá-los antes do fim.

2. Qual livro você não quer nem lembrar de haver lido?

Não há. Por pior que seja a leitura de um livro, ao final, no mínimo, será mais um livro lido. Prefiro me lembrar dos que não consigo me esquecer, como Os meninos da Rua Paulo, de Ferenc Molnár, ou Capitães de Areia, de Jorge Amado.

3. Qual o livro que você lê, no momento?

Divido-me entre As confissões inconfessáveis de Salvador Dali, pelo próprio, numa edição de 1976 da José Olympio, e Vanguarda Européia e Modernismo Brasileiro - apresentação e crítica dos principais manifestos vanguardistas, de Gilberto Mendonça Teles, Editora Vozes, 1972, este ainda no início da leitura.

4. E, "puxando a brasa para a nossa sardinha", indique um autor brasileiro (ou uma obra) imprescindível para estudantes de Letras?

Fernando Sabino, marca de minha infância, Nelson Rodrigues, de minha adolescência e a partir daí, Rubem Fonseca, Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro e o clássico Machado de Assis. Uma dica: conheçam Manoel Bomfim!


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