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Editorial

O grande interesse pelo documentário na produção filmográfica brasileira é evidente nos últimos anos. Nelson Freire, Janela da alma, O prisioneiro da grade de ferro, Glauber - o labirinto do Brasil, A cobra fumou, A margem da imagem, entre muitos outros, têm levado o público às salas de cinema. Em nosso curso, o interesse por documentários também cresce à medida que temos uma disciplina exclusivamente dedicada à discussão e à produção do gênero. Por isso, decidimos dedicar o segundo número da revista DIGITAGRAMA ao tema.

Neste número, a pesquisadora Mariana Baltar reflete sobre a relação do documentário com a ficção, sobre o sentido dialógico e sua construção entre sujeitos e discursos. As relações do documentário com a realidade também é o tema tratado por Luiz Augusto Resende, que busca como referência o conceito de virtualização a partir de Pierre Lévy. A pesquisadora Stella Oswaldo Cruz Penido apresenta um resumo de sua tese de mestrado sobre o médico sanitarista Noel Nutels, destacando seu filme mais emblemático: Pacáa Nova de Rondônia. Já o ex-aluno do curso de cinema Roberto Maxwell trata da própria prática do fazer documental, baseada em sua experiência, estabelecendo relações entre a ética e a estética.

A resenha deste número, de autoria de Cezar Migliorin, trata do filme Nelson Freire, de João Moreira Salles com ênfase na relação filme/personagem no cinema moderno. Já a entrevista que apresentamos é com o cineasta Silvio Tendler, que recentemente lançou um documentário sobre Glauber Rocha.

Angélica Coutinho
Diretora do Curso de Cinema da Universidade Estácio de Sá